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A Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor de João Pessoa realizou, na tarde de hoje (10), uma reunião com autoridades policiais e com os representantes do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal (CEF) para discutir estratégias de enfrentamento aos assaltos que vêm acontecendo nas imediações das agências bancárias (as chamadas “saidinhas de banco”), em bairros da Capital. Dentre as medidas apresentadas estão: a atuação conjunta entre os serviços de inteligência dos bancos e as Polícias Federal e Civil; a instalação de câmeras na parte externa das agências bancárias e a elaboração de uma cartilha educativa.
O promotor do Consumidor, Gualberto Bezerra, solicitou a implementação de ações emergenciais para combater e prevenir esses delitos. A partir desta quarta-feira (11), os serviços de inteligência das polícias civil e federal atuarão em parceria com os responsáveis pelos serviços de segurança e inteligência do BB e da CEF, trocando informações e imagens. “Vamos atuar repressivamente, através da instauração de inquéritos, da busca de provas e da liberação rápida de imagens para a desarticulação das quadrilhas que cometem esse tipo de crime. Também vamos atuar preventivamente, para evitar que o mal aconteça. Isso será feito através de medidas como a colocação de vigilância na parte externa das agências, com câmeras que ampliem o campo de visão. Temos que buscar a melhoria do serviço no interior e no exterior das agências”, defendeu.
Representantes dos estabelecimentos bancários reafirmaram o compromisso em cooperar com o combate a esse tipo de crime. “Por ser um crime contra o cidadão, o Banco do Brasil não tem porque não reafirmar a parceria. O que estiver ao nosso alcance, estaremos à disposição. Vamos, com o tempo, acertar a melhor forma de colaborar”, disse João Carlos Mota, gerente de segurança do BB nos estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
Cartilha Educativa
Durante a reunião, o coordenador do Procon municipal, Watteau Rodrigues, também propôs a elaboração de uma cartilha educativa voltada aos empresários e aos clientes. O objetivo é fazer com que as pessoas encontrem alternativas e evitem fazer transações bancárias que envolvam grande quantidade de dinheiro para não se exporem aos assaltos. Foi sugerido que as cartilhas sejam financiadas pelos bancos.
Watteau também solicitou a elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com a assinatura dos Sindicatos dos Bancos e Bancários, para que os bancos liberem, o mais rápido possível, as imagens das câmeras do circuito interno à polícia. O promotor Gualberto Bezerra considerou a medida desnecessária neste momento, uma vez que o BB e a CEF têm colaborado com as investigações. O promotor também disse que já entrou em contato com os bancos particulares e que eles se mostraram dispostos a colaborar com a “força-tarefa”.
Também participaram da reunião para discutir as “saidinhas de banco”, o chefe de gabinete da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Seds), Diamantino Lima; o delegado regional de combate ao crime organizado da Polícia Federal da Paraíba, Omar Gabriel Haj Mussi e a representante dos aposentados, Rosaura Ferraz.
Fonte: MPPB