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Programa de Artesanato promove oficina sobre renda renascença0

O Programa de Artesanato da Secretaria do Turismo e Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado e o Sebrae estão promovendo uma oficina para novas alternativas na renda renascença, ministrada pelo estilista e designer mineiro Ronaldo Fraga. O trabalho está sendo executado de segunda a quarta-feira, desta semana, no escritório do Sebrae na cidade de Monteiro, com acompanhamento da gestora do programa Marielza Araújo.

A oficina está sendo feita para artesãs dos municípios de Monteiro, São João do Tigre, São Sebastião do Umbuzeiro, Zabelê e Camalaú, considerados importante pólo da renda renascença no Brasil graças a ações como esta desenvolvida pelo Programa de Artesanato.

Para o designer Ronaldo Fraga, o mundo moderno perde ao não dar o valor merecido a renda renascença, que sempre exerce fascínio pela delicadeza de seus pontos e beleza deste trabalho artesanal. “Eu não tenho o domínio do ofício, mas eu tenho o olhar para desenvolver um trabalho que pode trazer outras alternativas para a renda renascença se integrar ao mundo da moda”, disse ele na abertura do trabalho.

A proposta do Programa de Artesanato é desenvolver uma coleção que vai ser lançada no 12º Salão de Artesanato Paraibano, onde possa ser aplicada duas grandes identidades culturais do Nordeste: a renda renascença e a chita. Para o estilista Ronaldo Fraga, a renda renascença e a chita são dois produtos e duas histórias femininas, elas carregam a cultura do povo nordestino e a proposta da oficina é fazer um mix da exuberância da chita com a delicadeza da renda renascença.

Foram apresentadas várias alternativas de desenhos para as artesãs, com destaque para as flores e os pássaros que elas, no segundo dia de oficina, já mostraram bonitos trabalhos de lace da chita com pontos da renda renascença, apresentando o produto dentro de um novo olhar e de uma nova perspectiva na utilização desta rica tipologia artesanal.

Entusiasmada, a artesã e mestra Dona Carmelita, de São Sebastião do Umbuzeiro, disse que “gostei muito dessa história desse pássaro que o Ronaldo falou. Ele nos vai fazer voar ainda mais alto do que já voamos com a renda renascença”. Com ela comungam as demais artesãs, que entusiasmadas, estão muito otimistas com o desenvolvimento desses novos produtos que poderão lhes trazer rendimentos maiores no seu ofício.

Para a gestora do Programa de Artesanato Paraibano, Marielza Araújo, “este núcleo da renda renascença pode desenvolver novas alternativas para o produto como sua utilização em acessórios, que poderá trazer novos mercados e vendas”, explicou. Marielza considera que “renda renascença torna-se um produto caro por conta do tempo que se leva para fazer cada peça, principalmente uma toalha, um vestido, uma colcha de cama, mas ela como acessório pode ser vendida a preços mais baixos, ficando assim mais acessível a mais compradores”.

A iniciativa da oficina foi da presidente de honra do Programa de Artesanato, Sandra Moura, que criou o tema Mãos de Chita para o próximo Salão de Artesanato, que vai mostrar vários produtos desenvolvidos pelos artesãos paraibanos utilizando a chita. O Salão vai homenagear com esta proposta a associação As Cabritas, da cidade de Boa Vista, que utiliza a chita como elemento principal de seus produtos artesanais.

Para a gestora do artesanato do Sebrae, Verônica Ribeiro, esta oficina vai trazer melhoria do produto da renda renascença e conseqüentemente do artesanato da reigão.



Assessoria do Programa de Artesanato Paraibano

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