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Presa em Cajazeiras esposa mandante do crime do ex-gerente do BB de Ui0

Clilson Júnior
ClickPB


A polícia acaba de prender na cidade de Cajazeiras, Maria do Socorro F. Moreira esposa envolvida no assassinato do ex-gerente do Banco do Brasil na cidade de Uiraúna no dia fevereiro de 1998. Foram submetidos ao julgamento no Tribunal do Júri popular de Uiraúna, em 2004, os réus Nilton César Moreira e Francisco Junior Martins (Lodoia), acusados de envolvimento no assassinato do então gerente do Banco do Brasil da cidade de Uiraúna, Francisco Moreira Dias, encontrado morto a tiros nas proximidades do Sítio Varelo, zona rural do município de Uiraúna, foram levados a júri. 

O caso só foi descoberto no ano de 2003 quando um dos envolvidos, durante uma sessão de hemodiálise, contou a um colega sobre o crime e de seu arrependimento. A partir de então a polícia tomou conhecimento do fato e foram feitas as investigações chegando aos sete envolvidos, dentre eles a própria esposa da vítima, que planejou o assassinato do marido para receber um prêmio do seguro de vida no valor de R$ 200 mil.

De acordo com informações levantadas na época e no inquérito policial, mais cinco pessoas estão envolvidas no crime, que são: Maria do Socorro F. Moreira (esposa da vítima), Garibaldi José Teodoro (preso pela Polícia do Estado do Pará), Aguinaldo de Oliveira Filho (preso em Recife), Jandilson Batista de Queiroga (falecido) e Francisco Estevão da Silva/Caboclo(falecido).
Maria do Socorro F. Moreira está sendo encaminhada neste momento para Cadeia Pública de Cajazeiras. 

O réu Nilton Moreira, que era primo da vítima, foi absolvido. Já o réu Lodoia foi condenado a 16 anos e seis meses de prisão. Presidiu os trabalhos o Juiz de Direito José Batista de Andrade, da Comarca de Uiraúna. 

Agora em março de 2009, o Ministério Público, em Uiraúna/PB, conseguiu a condenação, a uma pena de 18 anos em regime fechado, para Agnaldo de Oliveira Filho, autor do assassinato de Francisco Moreira Alves, Gerente da agência do Banco do Brasil da cidade. O assassinato ocorreu no ano de 1998, a mando da esposa da vítima. O julgamento aconteceu no último dia 31 e foi realizado no Tribunal do Júri do Município.

Foram cinco anos de investigação, mas não se tinha certeza da autoria do crime. Após o ocorrido a polícia apurou que a mulher da vítima inicialmente iria simular um suicídio, mas desistiu, pois ficou sabendo que o seguro não seria pago. Ela foi condenada, porém, por ser ré primária, estava respondendo em liberdade.

Carlos Guilherme afirmou ainda que Agnaldo de Oliveira, apesar da condenação na Paraíba, está cumprindo pena no Presídio Anibal Bruno, em Recife-PE, aonde já responde pelos crimes de formação de quadrilha e roubo.

“O réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado, ou seja, pelo meio cruel, pela dissimulação e mediante paga ou promessa de recompensa. Toda a sociedade acompanhou o julgamento com ansiedade, já que o crime causou grande repercussão na região e todos aguardavam a resposta da Justiça”, destacou o Promotor do caso..

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