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Projeto realiza oficinas de gravura e artes plásticas em escolas públi0

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O Projeto “Gravura para todos: da galeria à escola”, realizado pelo gravador José Altino e artista plástico Dyógenes Chaves, começa a percorrer esta semana várias escolas da rede pública, em João Pessoa. O projeto tem financiamento pelo FIC Augusto dos Anjos, com o apoio cultural da Telemar.

A programação com palestras, exposição, distribuição de cartilhas educativas e oficinas de gravura (serigrafia e xilogravura) vai começar entre os dias 3 e 5 de abril pela Escola Estadual de Ensino Fundamental Prof. José Batista de Melo, localizada no bairro de Mangabeira VII, em João Pessoa. Nesses três dias, professores de arte, servidores e alunos desta escola, previamente selecionados, vão participar das atividades que pretendem a difusão e o resgate da produção artística da gravura em nossa região.

Na semana seguinte será a vez da Escola Municipal Plácido de Almeida, da comunidade Renascer III, do município de Cabedelo, receber este projeto da área das artes visuais e que foi aprovado pelo FIC Augusto dos Anjos, do Governo do Estado.

Este projeto tem por objetivo “oferecer oportunidade para que uma grande parte da população (estudantes, arte-educadores, artistas, etc) tenha contato direto com a produção de gravura, especialmente, e seu resgate em regiões outrora grandes produtoras de literatura de cordel e de publicidade popular em pequenas gráficas do nosso interior”, explica o artista plástico Dyógenes Chaves.

O projeto também seguirá por outras três cidades-pólo do Estado (Guarabira, Campina Grande e Patos), envolvendo desde escolas até artistas e instituições culturais e educacionais, oferecendo a dinâmica de várias atividades – debates, oficinas, exposição didática, cartilhas, etc. – que pretendem despertar interesse por um segmento que, em sua maioria, é sempre descartado do meio de produção industrial moderno e do mercado de arte das comunidades envolvidas.

Algumas orientações serão repassadas aos professores para que possam explorar as muitas possibilidades de trabalho a partir desta experiência. Os artistas acham muito importante se criar um espaço de trabalho que, independentemente da técnica escolhida, ofereça aos alunos as possibilidades de pesquisa, investigação e compreensão dos processos da gravura. Ao final, o projeto vai apresentar um catálogo e um DVD contando o seu resultado e avaliação.

Sobre a gravura

Nos primórdios da indústria gráfica, a gravura sempre esteve associada ao texto que a acompanhava, como ilustração. Mais recentemente, no século passado, a confecção de cartazes, panfletos, jornais e embalagens de produtos como sabão, cigarro, bebida, fósforos, etc, era realizada em pequenas gráficas que usavam matrizes em madeira (xilogravura), metal (calcografia, clichê) ou pedra (litografia). Com o avanço da tecnologia, o sistema Offset passou a dominar a indústria gráfica restando, assim, a gravura (xilo, metal, litografia) para os artistas plásticos trabalharem a necessidade de expansão territorial por causa da multiplicação de suas cópias.

A gravura é das mais fáceis técnicas de reprodução de imagens a partir de uma mesma matriz. Por exemplo, a impressão digital é a gravura que vem da impressão do dedo polegar entintado sobre uma superfície como o papel. “Planta-se um grão, colhe-se várias espigas”, dizia Van Gogh referindo-se à gravura por causa da sua capacidade de multiplicar imagens, ilustrações, arte. Trazida ao Brasil pelos jesuítas como uma atividade extra para a catequese, a gravura (a xilo, madeira) desenvolveu uma linguagem própria no Nordeste dentro do imaginário da literatura de cordel. Nas feiras típicas do interior nordestino as xilogravuras ilustram as capas dos livretos de cordel – tão decantados pelos poetas repentistas – contando sagas fantásticas, estórias e aventuras para o entretenimento e saber do homem comum do Nordeste. Aí – através da xilogravura popular – começa o nosso interesse em retomar a expressividade gráfica tão importante no panorama artístico brasileiro. ganha força ao propor o reconhecimento de outras técnicas de gravura, em especial a serigrafia, com uma utilização muito versátil na publicidade e na indústria têxtil.

Fonte: Secom PB

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