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Operação policial

Polícia Federal indicia senador Chico Rodrigues, flagrado com dinheiro na cueca durante operação

Investigação reuniu indícios de peculato, advocacia administrativa, embaraço às investigações e lavagem de dinheiro. STF enviou relatório à PGR, que decidirá se apresenta denúncia.

Rodrigues sempre negou irregularidades e disse que o dinheiro era para pagar funcionários – versão que reiterou em uma carta aos senadores, na volta ao mandato. (Foto: Reprodução)

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A Polícia Federal indiciou o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) por participação em suposto esquema de desvio de dinheiro de combate à pandemia em Roraima.

A PF afirmou ao Supremo Tribunal Federal que há indícios de que o senador cometeu os crimes de peculato, advocacia administrativa, embaraço às investigações e lavagem de dinheiro. Durante ação de busca e apreensão em sua casa no ano passado, Rodrigues foi flagrado com dinheiro na cueca.

Segundo a PF, Rodrigues integrou o núcleo político desse grupo que atuou para favorecer empresa que seria contratada para a entrega de kits de teste rápido para Covid e fornecimento de equipamentos de proteção individual.

O relatório policial apontou ainda que o senador interviu diretamente junto à Força Aérea Brasileira e se beneficiou, indiretamente, para viabilizar a logística de transporte do material.

O ministro do STF Luís Roberto Barroso, relator do caso, enviou o relatório da PF à Procuradoria-Geral da República – que vai decidir se há elementos para denunciar ou não o senador. A denúncia é a acusação formal do MPF à Justiça.

A PF chegou a pedir autorização ao ministro para indiciar o senador, mas Barroso afirmou que o ato não precisa de aval do Supremo, sendo privativo do delegado.

O senador chegou a se licenciar do mandato após ser flagrado com dinheiro na cueca, em uma operação da PF em outubro de 2020. Rodrigues sempre negou irregularidades e disse que o dinheiro era para pagar funcionários – versão que reiterou em uma carta aos senadores, na volta ao mandato.

Dinheiro na cueca

Ao STF, a Polícia Federal afirmou que não conseguiu correlacionar de forma direta e imediata as cédulas de dinheiro encontradas no corpo do Senador aos ganhos de crime de peculato praticado em virtude dos contratos investigados.

Na época da busca e apreensão, a Polícia Federal já tinha encontrado R$ 10 mil e US$ 6 mil no cofre do quarto de Chico Rodrigues quando o senador perguntou se poderia ir ao banheiro. Um delegado respondeu que sim, mas teria de acompanhar o senador.

Foi nessa hora que o policial percebeu um grande volume, em formato retangular, na parte traseira das vestes do senador Chico Rodrigues, que utilizava um short azul, tipo pijama, e uma camisa amarela.

O delegado, então, suspeitou que o senador estava escondendo dinheiro na roupa. Perguntou o que havia no short. O senador ficou bastante assustado e disse que não havia nada. Pouco depois, na sala, os policiais perguntaram ao senador se havia mais alguma quantia de valores em espécie.
Na terceira vez em que foi questionado – com bastante raiva, segundo o relatório –, Chico Rodrigues enfiou a mão em sua cueca e sacou outros maços de dinheiro, que totalizaram a quantia de R$ 17,9 mil. Os policiais revistaram o senador de novo e encontraram na cueca mais R$ 250.

Para a PF, a conduta do senador mostra que ele tentou ocultar provas e agiu com intenção de dificultar as investigações. A polícia afirma que o senador não soube explicar a origem dos valores apreendidos durante a realização da busca, tampouco pode-se questioná-lo sobre o tema em sua oitiva, em razão das interrupções da defesa.

“A ocultação desse valor no próprio corpo, em área íntima, ao arrepio aos questionamentos da autoridade policial, dirigindo- se para área reservada para alegada 'troca de roupa' – o que indica a potencial intenção de destruir as cédulas como prova – configura, em concurso, a potencial ocorrência do crime de embaraço a investigação de infração penal que envolva organização criminosa”, diz o relatório.

A PF afirmou que “a conduta do senador Chico Rodrigues de fato criou embaraços à investigação, já que, sob o controle policial no momento de arrecadação das provas dos crimes pelos quais ele é investigado, ele atuou de maneira subterrânea, a ocultar em seu corpo, em regiões íntimas, cédulas de dinheiro”.

Armas

A polícia ainda apontou crime de posse irregular de arma de fogo, acessório ou munição.

“A posse irregular de arma de fogo e munições de uso permitido é crime abstrato e, via de consequência, não reclama, para sua configuração, lesão imediata ao bem jurí- dico tutelado, pois o que pretende a norma é justamente salvaguardar a vida e a integri- dade física da coletividade, adotando políticas de segurança pública”.

Na casa do senador, a PF apreendeu armas, como um revólver Taurus 38 Special, seis munições avulsas para a arma e duas caixas de munições de espingarda calibres 20 e 36. 

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