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ClickJus: Rastreabilidade de Produtos na Indústria Alimentícia

Este contexto que também é denominado por alguns como quarta revolução industrial caracteriza-se, em síntese, pela utilização de recursos de TIC para aprimorar os processos produtivos.

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A Indústria 4.0 se relaciona com a transformação do modo como as pessoas vivem, trabalham e se relacionam, proporcionando grandes avanços à capacidade mental dos sujeitos por intermédio de softwares e outros avanços digitais. 

Este contexto que também é denominado por alguns como quarta revolução industrial caracteriza-se, em síntese, pela utilização de recursos de TIC para aprimorar os processos produtivos, concretizando, assim, uma fábrica inteligente ou smart factory que monitora processos físicos através de sistemas virtuais, integrando todos os serviços e organizações que compõem o ciclo de produção com comunicação em tempo real. Expressa-se, pois, na ampliação da transparência, controle e atualização das informações, detecção antecipada de inadequações, aprimoramento do relacionamento entre as partes interessadas e interação diferenciada entre clientes e empresas.

Nesse sentido, a rastreabilidade dos produtos aplicada a segmentos, como, por exemplo, logística, saúde, frigoríficos, embalagens, fruticultura, legumes e verduras permite não apenas o acesso a informações associadas à cadeia de fornecimento de diversificados produtos, mas atende uma demanda dos clientes por mais dados acerca daquilo que estão consumindo, bem como níveis mais claros de segurança alimentar. Isto é possível por causa do desenvolvimento de softwares de automação comercial que facilitam registrar e armazenar dados, assegurando sua integridade e vinculando-os a uma solução de cadeia de suprimentos, com atualizações em tempo real.

Softwares de rastreamento disponíveis no mercado possibilitam além de monitorar os eventos do rastreamento de produtos e ingredientes, desde o produtor até o consumidor final, passando pelos centros de distribuição, supermercados e restaurantes, o acompanhamento do processo de auditorias e certificações, online e em tempo real, identificar problemas de qualidade, relatá-los e recuperar os custos dos produtos não conformes, além de integrar a gestão dos fornecedores. As novas tecnologias, por sua vez, conseguem maximizar ainda mais essas funcionalidades, como, por exemplo, no caso de startup paulista que desenvolveu sistema baseado em visão computacional e inteligência artificial para determinar o índice de qualidade de produtos agrícolas, de tal maneira que a câmera é programada para encontrar quaisquer produtos que destoem do padrão de qualidade previamente estabelecido. 

Os benefícios dessas inovações tecnológicas para a indústria alimentícia, assim como para os demais segmentos que fazem uso da rastreabilidade dos produtos dizem respeito à redução de custos com medidas de segurança e desperdícios, controle da produção com a automação da cadeia de suprimentos, fiscalização da qualidade e uniformidade dos produtos, ou seja, torna possível um fluxo de informação em tempo real para todo o mercado, apresentando inovação conectada às exigências do consumidor atual.

A intersecção entre oportunidade e novas tecnologias consiste na percepção de que soluções inovadoras são fundamentais para manter a competitividade de um negócio. A rastreabilidade dos produtos, nesse caso, viabilizam além da inovação, aperfeiçoamento e integração na gestão da companhia, otimização dos processos, análise da conformidade dos produtos com os padrões de qualidade estabelecidos, maior valor agregado ao produto, entre outros aspectos que se apresentam cada vez mais enquanto determinantes para o crescimento do negócio.

Wilson Sales Belchior - Graduado em direito pela UNIFOR, especialista em Processo Civil pela UECE, MBA em Gestão Empresarial e mestrando em Direito e Gestão de Conflitos na UNIFOR. Também possui curso de curta duração em resolução de conflitos na Columbia Law School, nos Estados Unidos. Na mesma instituição participou de série de pesquisa avançada. Palestrante, professor universitário em cursos de pós-graduação em diferentes estados e autor de diversos artigos e livros, publicados em revistas, jornais, portais de notícias e editoras de circulação nacional. Conselheiro Federal da OAB (2013-2015). Vice-presidente da Comissão Nacional de Advocacia Corporativa do Conselho Federal da OAB (2013-2015). Membro da Comissão Nacional de Sociedade de Advogados do Conselho Federal da OAB (2010-2012). Membro da Coordenação de Inteligência Artificial do CFOAB (2018). Atualmente é Conselheiro Federal eleito para o triênio 2019-2021.

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