Notas

Dilma perde o mandato, Lula perde o juízo e nós a paciência

Resumindo, quando adiou medidas econômicas decepcionou o mercado financeiro, com a crise nos mercados o povo sofreu devido a inflação e quando brigou com a câmara completou o caldo para o impeachment.

Não vale tudo! A dura lição dada pelo senado na manhã de hoje (31) deve ressoar nos ouvidos dos governantes por muito tempo. As pedaladas fiscais e a guerra entre os Poderes, que resultaram no impeachment da primeira mulher presidente da República, mostraram que gambiarras podem funcionar por um tempo, mas cedo ou tarde resultam em incêndio.

Dilma usou a caneta para amenizar artificialmente a crise econômica do País, tudo com medo de perder a reeleição, mas não acreditava que a maquiagem financeira que fez pudesse resultar na sua cassação. É a tal certeza do “não vai dar em nada”. O problema é que junto com o cenário econômico fictício, Dilma abriu guerra contra o ex-presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha (PMDB), que mesmo “sujo” por vários problemas na Justiça Federal, teve poderes para aceitar um pedido de instauração do impeachment.

Resumindo, quando adiou medidas econômicas decepcionou o mercado financeiro, com a crise nos mercados o povo sofreu devido a inflação e quando brigou com a câmara completou o caldo para o impeachment.

Apesar do “arrumadinho” que manteve os direitos políticos da agora ex-presidente, na prática Dilma caminha para o esquecimento. Não teve protagonismo político ou administrativo que justifique uma citação positiva pela História, apenas o fato de ser a primeira mulher a sentar na cadeira de presidente, mas fora isso seu governo foi fraco, enfadonho e muitas vezes irresponsável.

Sob o olhar atento de Lula, Dilma caiu e o “companheiro” caminha para seu purgatório, onde deve ser alvo de uma montanha de ações da Justiça de Curitiba. Lula sabe que vai passar por maus bocados nos próximos dias e já deve ter em mente alguma estratégia para se safar, mas diante da queda de Dilma certamente o petista acredita cada vez menos que saia ileso da maior crise política dos últimos anos.

Quanto a nós, o povo, resta esperar algo que preste de um governo com cheiro de naftalina. Se o governo de Dilma era desastroso, o governo Temer só não deve passar pelo mesmo “tiroteio” pela habilidade do peemedebista de dialogar com o Congresso. Apenas isso deverá manter a “cabeça de Temer” no pescoço.

Haja paciência! 

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