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Cigano diz que revanche com Werdum "nunca vai acontecer" e que adoraria luta contra Cormier

Ex-campeão dos pesos-pesados do UFC comenta ainda possível luta contra Alexander Volkov, e como vai conciliar treinos com apresentações e ensaios da "Dança dos Famosos".

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É um período rico em possibilidades na vida de Junior Cigano. O ex-campeão peso-pesado do UFC vem de derrota para Francis Ngannou em sua última luta, uma potencial "eliminatória" pela disputa do cinturão, mas vê várias lutas interessantes para seu retorno ao octógono. A mais provável é contra Alexander Volkov, sexto colocado do ranking da categoria. O confronto é especulado para o evento principal do UFC Moscou, marcado para 9 de novembro na Rússia.

Da parte de Cigano, o duelo está aceito, mas ainda não foi confirmado pelo Ultimate. O lutador catarinense não sabe precisar se o problema está do outro lado, que não teria aceito ainda, ou se o impedimento seria seu contrato com a organização, que está próximo do final.

- Por mim, eu aceito. Quero lutar. A minha intenção é voltar o mais rápido possível. Meu objetivo principal agora é ter uma revanche com o (Francis) Ngannou o mais rápido que puder, e depois uma terceira luta com o (Stipe) Miocic (atual campeão) - disse Junior Cigano, em bate-papo com os jornalistas durante a reinauguração da academia Tatá Fight Team (TFT) no Rio de Janeiro, sua base enquanto filma sua participação no quadro "Dança dos Famosos" do programa Domingão do Faustão, da Rede Globo.

Da forma que Cigano diz, o adversário poderia ser qualquer um, pois o que importa mesmo é retornar logo ao octógono. Um oponente que o catarinense não vê em seu futuro, porém, é o compatriota Fabricio Werdum. Suspenso até maio de 2020, o gaúcho já não seria seu próximo antagonista, mas Cigano vai além. Segundo ele, a revanche entre os dois ex-campeões (se enfrentaram em 2008, com vitória do catarinense) já foi oferecida outras vezes, mas jamais se concretizou.

- Ou seja, não vai acontecer nunca essa luta novamente. Mas eu não tenho problema nenhum com isso, acho que cada um tem sua carreira. Ele tem que fazer o melhor para a carreira dele, eu tenho que fazer o melhor para a minha, independente disso, da rivalidade entre a gente, é vida que toca. A gente tem que lutar, o que a gente faz da nossa vida é isso, então até para provar uma boa vida para nossa família, lutar o máximo que puder e seguir em frente - contou.

Uma luta que Cigano vê com bons olhos seria um confronto com Daniel Cormier, outro ex-campeão da categoria, recém derrotado por Stipe Miocic na disputa do cinturão. O brasileiro não vê sentido numa trilogia entre DC e Miocic ("Miocic provou que ele foi melhor! Foi clara a superioridade", argumentou) e lembra que tem uma histórico de rivalidade com o americano, companheiro de equipe de outro de seus maiores rivais no MMA, Cain Velásquez.

- Eu acho o Cormier um cara duríssimo, luta ruim para qualquer um, mas para mim seria uma grande luta para fazer. Adoraria fazer essa luta. Quando eu lutei com o Velásquez, ele falou um bocado de besteira naquela época. Ou seja, acho que faria até sentido uma luta dessas. Vamos ver aí. Se eles realmente fecharem essa luta com o Volkov, não sei, vamos ver o que vai acontecer no futuro, mas é uma luta que eu acho que agradaria bastante o público.

- Na luta em pé, eu me sinto muito bem, e o Volkov é um cara que aceita a luta em pé, então acredito que vai ser um grande combate, que pode ser um grande combate, e me deixa bastante feliz estar enfrentando ele. É um cara duro, tem boa técnica, os chutes dele incomodam bastante, mas é o tipo de desafio que vai me deixar empolgado para estar fazendo.

- Achei uma luta digna de cinturão realmente, foi incrível. O Miocic mostrou um coração absurdo. Nossa, foi uma luta… Empolgou demais a gente, teve altos e baixos ali o tempo todo para os dois lados, então foi bastante empolgante de ver ,e a vitória do Miocic foi incrível. É um grande campeão, merece muito estar com esse cinturão novamente.

Porque nossa categoria é bastante ingrata, é difícil. Não estou tirando o mérito do Cormier, mas quando aquele soco entra, meu amigo, pegou no lugar certo, já era! Foi o que aconteceu nessa última luta lá do Miocic, minha última luta foi isso também. Você vê que a mão do Ngannou pega de raspão, mas mesmo assim me tira do ar, eu dou as costas. Essa categoria é difícil, é a mais perigosa por causa disso, e essa reviravolta do Miocic voltar a ser campeão foi incrível, mostrou um valor enorme que ele tem como campeão, e é esse tipo de desafio que eu quero na minha carreira.

Fonte: Combate.com

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