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Colby Covington reclama de "bolsa de desafiante" oferecida pelo UFC: "Sou o campeão, não perdi"

Peso-meio-médio acusa organização de não negociar de forma justa, e cita polêmica no Brasil e ligação com Donald Trump como justificativas para exigir melhor pagamento.

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O anúncio de que Nate Diaz e Jorge Masvidal fariam o evento principal do UFC 244 em 2 de novembro, em Nova York, sacudiu o mundo do MMA no fim de semana. A expectativa anterior era de que Kamaru Usman defendesse o cinturão peso-meio-médio contra Colby Covington na data, mas informações da "Espn", parceira do Ultimate nos EUA, deram conta que a organização teve problemas na negociação com os dois lutadores e chegou a considerar outros adversários para o nigeriano campeão.

Em entrevista ao site "MMA Fighting", Covington explicou seu lado da história. Ex-campeão interino da divisão (foi destituído por não ter aceito enfrentar o campeão anterior, Tyron Woodley, em duas ocasiões), o lutador americano se mostrou revoltado em receber uma oferta financeira menor do que gostaria para aceitar o duelo com Usman - e, ainda segundo ele, inferior à bolsa que recebeu para sua última luta, contra Robbie Lawler, no evento principal do UFC Newark, em agosto.

- O que aconteceu exatamente foi que o UFC veio a mim e ofereceu uma bolsa básica de desafiante. Eu disse não, não estou desafiante. Sou o campeão. Nunca perdi, acabei de defender meu título. Eu trouxe os Trumps (à luta). Eu recebi um tweet do (Donald) Trump (atual presidente dos EUA), isso vale uns US$ 3,5 milhões em marketing, se você analisar os números, só para promover o show deles - argumentou o lutador apelidado de "Caos".

O segundo colocado do ranking peso-meio-médio do UFC (Woodley está à sua frente) reclamou ainda que a organização não tentou negociar o valor. Ele teria essencialmente recebido um ultimato: pegar ou largar.

- Eles não me deram uma negociação. Eles disseram, "aceite isso ou vamos seguir com outra pessoa." Não é assim que uma negociação funciona. Eu li o livro do Donald Trump, "A Arte da Negociação". Eu sei como negociar um acordo, e como acordos funcionam. Eles não vão tirar vantagem de mim e me colocar numa posição de refém em que não me dão espaço nem voz para negociar. Isso não é justo, nem certo - reclamou.

Colby Covington, porém, acusou Kamaru Usman de ser o verdadeiro obstáculo para a realização da luta. Ele disse que aceitou inicialmente a data oferecida, e que outros lutadores consultados também aceitaram, mas que foi o campeão que recusou os confrontos.

- O que aconteceu foi que eu aceitei verbalmente enfrentar Usman em Nova York, eles não me deram nenhum valor. Eles só me disseram que esta era a luta a se fazer, "Vocês estão a bordo?" Absolutamente, mas eles não conseguiram o Usman. (...) Eles foram de mim ao Jorge (Masvidal) e a outra pessoa e ele recusou todos eles. O problema não sou eu, eu quero lutar! Eu estou saudável para lutar, estou pronto para lutar.

Apesar de todas as reclamações e acusações, Covington mantêm a confiança que um acordo possa ser alcançado para que ele e Usman se enfrentem até o fim do ano. Ainda resta um evento numerado após Nova York, o UFC 245 em 14 de dezembro, em Las Vegas, que já conta com Amanda Nunes x Germaine de Randamie pelo cinturão peso-galo.

- Espero que sim. Não sei. Sinto que estávamos muito próximos e que as negociações estavam bem próximas de serem assinadas, mas eles não quiseram chegar a um meio-termo. Eles não quiseram ser justos e trazer um preço razoável para mim. Não estou pedindo por nada injusto. Só estou pedindo algo razoável pelo trabalho que eu faço - concluiu o americano.


Fonte: Combate.com

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