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Paulo Borrachinha ganha torcida de Bustamante e Anderson Silva para enfrentar Adesanya no UFC

Desafiante ao cinturão dos médios do UFC enfrenta nigeriano no próximo sábado, em Abu Dhabi, e rechaça semelhança com 'Anderson x Belfort': "Não tem nada a ver uma coisa com a outra".

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Jovem, forte, rápido e agressivo. Lutas mornas não combinam com Paulo Costa, o Borrachinha. “É uma nova geração de ídolos com certeza. O Borrachinha é um talento nato”. As palavras para definir o próximo desafiante ao cinturão peso-médio do UFC são de Anderson Silva, o lutador que mais reinou na categoria. No próximo sábado, dia 26, em Abu Dhabi, Borrachinha enfrenta o atual campeão Israel Adesanya valendo o título da divisão até 84kg.

Borrachinha tem 11 nocautes em 13 lutas e está invicto. Cinco desses combates foram nos últimos três anos no UFC. Aos 29 anos, é hora do maior passo. E o brasileiro natural de Belo Horizonte garante foco na luta, sem torná-la um peso para si mesmo.

Para Borrachinha, esta será a chance de ser o novo número 1 do mundo numa categoria que já foi dominada por brasileiros. O caminho foi aberto por Murilo Bustamante em 2002, quando ele surpreendeu o então campeão Dave Menne e conquistou o título.

- Sabia do meu potencial, mas não tinha tido a oportunidade ainda. Então, estava naquela expectativa de me provar. Realmente foi muito emocionante por causa disso, não foi um acidente de estar ali e que dei sorte de vencer um adversário melhor do que eu. Sabia que tinha condição, tinha consciência do meu potencial. Foi emocionante por causa disso, foi uma conquista que sabia que estava pronto para me provar ali, e deu tudo certo - destacou Bustamante.

Logo depois de defender seu título na sequência, Bustamante renunciou ao título para lutar em outro evento, no Japão. Demorou até que outro brasileiro entrasse em cena no peso-médio do UFC, mas os quatro anos de espera valeram muito à pena. A era Anderson Silva foi inaugurada em 2006. O reinado cheio de momentos marcantes, que fizeram do Spider uma lenda do esporte, terminou depois de quase sete anos.

- O cinturão sempre está em boas mãos quando o campeão consegue entender que ele tem a responsabilidade não só de vencer, mas de manter esse cinturão. Você ganhar o cinturão é fácil, você manter o cinturão com você e fazer com que ele realmente faça parte de tudo que você acredita como luta, como arte marcial, é outra história - contou o ex-campeão.

Depois que Anderson Silva perdeu o título dos médios para o americano Chris Weidman, a categoria ainda não teve um campeão dominante. O cinturão passou pelas mãos de outros cinco lutadores e agora está com Israel Adesanya. O nigeriano de 31 também está invicto com 19 vitórias. Ele chegou ao UFC em 2018 e fez seis lutas em pouco mais de um ano, incluindo uma vitória contra Anderson Silva, e no ano passado se tornou campeão. A rivalidade com Borrachinha logo surgiu.

- É isso, todo mundo sabe já que a gente não se gosta mesmo. Não tem empatia. É pessoal, uma coisa pessoal que acontece - disse o brasileiro. O nigeriano vê menos que isso, mas admite que os dois honestamente não se gostam, e aproveitou para seguir com a provocação.

- Não acho que temos uma rivalidade, acho que só faremos uma luta, vou nocautear e ele vai correr para o meio-pesado porque não vai conseguir mais bater o peso dos médios. Não é uma rivalidade, são só dois caras que não se gostam porque o santo não bate.

Fonte: Esporte Espetacular

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