MMA

Renan Barão projeta nova fase e descarta pressão por vitória: "Não tem que levar isso pro octógono"

Ex-campeão do UFC, que assinou contrato com o Taura MMA, diz que não se sentia feliz nos Estados Unidos e aponta saudade de casa como um dos motivos para a fase ruim.

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O ex-campeão peso-galo do UFC, Renan Barão, foi buscar em Natal, no Rio Grande do Norte, a tranquilidade necessária para recuperar a boa forma. Após ser dispensado pelo Ultimate no final de 2019 com cinco derrotas seguidas, o brasileiro recorreu ao convívio com a família na capital potiguar, cidade em que nasceu. Na última semana, Barão assinou um contrato de três lutas com o Taura MMA e já tem novo confronto previsto para 21 de novembro.

Em entrevista ao Combate.com, ele disse que não se sentia feliz nos Estados Unidos e acredita que isso influenciou os resultados mais recentes de sua carreira.

- Foram muitos (fatores para a fase ruim). Um de eu ficar longe da minha cidade, da minha família, das pessoas que eu amo. Não estava me deixando feliz. Eu fazia um excelente trabalho na equipe em que eu estava, mas não me sentia feliz, por não estar em um lugar perto da minha família, não me sentir confortável com isso. Acho que isso me prejudicava bastante. Dessa vez eu mudei. Vim para a minha cidade, voltei para perto da minha família, das pessoas que me sinto feliz e confortável. E acho que subir no octógono agora vai ter uma grande diferença em comparação com as últimas vezes. (...) Meu filho mora aqui, eu me sinto bem e muito feliz quando estou aqui.

Ainda sem adversário definido, o próximo desafio de Barão será em Atlantic City, nos Estados Unidos. Mesmo com a pretensão do Taura de fazer um número cada vez maior de eventos fora do Brasil, o ex-campeão garante que seu desejo é continuar em Natal e viajar apenas para as lutas - embora goste de se apresentar nos Estados Unidos, onde tem muitos fãs e maior visibilidade para as apresentações no octógono.

A fase ruim do potiguar começou com a perda do cinturão peso-galo para T.J. Dillashaw, em maio de 2014. Após essa luta, Barão teve mais sete derrotas em nove duelos pelo UFC - a última vitória em setembro 2016, contra Phillipe Nover. Apesar da sequência nada favorável, ele rejeita a ideia de ter a obrigação de voltar a vencer.

- Não tenho obrigação nenhuma. É só entrar lá feliz, soltar o jogo, fazer o que tem que fazer e pronto. Não tem que entrar obrigado, não tem que levar essa pressão pro octógono. É chegar lá, mostrar meu trabalho e lutar. Esse é que é o grande objetivo. A gente sempre luta pra vencer, mas não com essa obrigação de que tem que vencer a todo custo.

Além da fase negativa dentro do octógono, Barão também travou duras batalhas contra a balança nos últimos anos, com dificuldade para manter o limite de 61,2kg da categoria peso-galo. Nos últimos dez confrontos, o potiguar se apresentou três vezes pelo peso-pena (65,8kg) e três com peso-casado. Por isso, objetivo agora é se manter entre os penas do Taura.

- Eu sofria muito porque era um pouco grande para a categoria peso-galo. Decidi subir e ficar no pena mesmo. Eu me sinto bem, forte e confortável. Quanto a isso estou tranquilo. Vai mudar totalmente, eu sofria muito na perda de peso, tinha um desgaste muito grande e isso estava me prejudicando bastante. Esse é um dos grandes fatores que vai mudar a forma de me apresentar.

A notícia boa para os fãs é que Barão não pensa em pendurar as luvas tão cedo. Com 33 anos, um cartel de 34 vitórias e 9 derrotas, e o desafio de um novo evento, ele não pensa em quanto tempo de MMA ainda terá pela frente.

- Parar só quando meu coração parar de bater. Independentemente do resultado que estiver acontecendo é uma coisa que eu amo, escolhi pra minha vida e não pretendo, não tenho esse pensamento na minha cabeça não. Penso em ir me entregando, dedicando e sempre dar o meu melhor.

Fonte: Combate.com

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