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Yair Rodríguez reacende polêmica com Stephens antes do UFC Boston: “Ele estava encenando”

Após se envolverem em combate que acabou sem resultado no mês passado, lutadores se enfrentam no UFC Boston, e mexicano dispara: "Sei que agora vou encarar algo pessoal".

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Yair Rodríguez e Jeremy Stephens protagonizaram uma das maiores polêmicas do ano no UFC, com uma luta interrompida em apenas 15 segundos por conta de uma dedada acidental no olho do americano, que acabou deixando a disputa sem resultado. O duelo, que foi a atração principal do UFC Cidade do México, em setembro, foi remarcado para esta próxima sexta-feira, no UFC Boston. Em entrevista exclusiva ao Combate.com, Rodríguez revelou o que muda neste reencontro menos de um mês após toda a polêmica.

- Acho que tudo é diferente, será uma luta completamente diferente desta vez. Sei que agora vou encarar algo pessoal, mas será um adversário completamente diferente. Mentalmente, é um lugar diferente. Acho que tenho vantagem agora. Me sinto ótimo, minha preparação para a última luta foi a melhor. Da outra vez foi em frente ao público mexicano, que estava torcendo por mim. Me sinto mais leve desta vez, porque todo esse apoio de alguma forma pode se transformar numa pressão, então agora posso ter uma performance melhor. A responsabilidade me faz ir para essa luta agora mais relaxado - afirmou o lutador de 27 anos.

O peso-pena (até 66kg) apontou também algumas características que podem deixar o combate ainda mais aguardado desta vez. O número de rounds desta vez é menor, já que a luta anterior era a principal, com dois rounds a mais. Em Boston, Yair e Stephens fazem a co-luta principal.

- Serão só três rounds, são dois caras agressivos e que vão fazer tudo que estiverem ao alcance. Posso ser mais explosivo, porque não vou ter que ficar me poupando, minhas últimas três lutas foram de cinco rounds. A estratégia pode mudar um pouco, agora vamos lutar num ritmo para três rounds. Posso ser um pouco mais explosivo e agressivo nessa luta.

Passado o calor do momento, Rodríguez ainda garante que não acertou seu adversário naquela noite. Segundo ele, Stephens poderia ter sentido a pressão de lutar diante da torcida mexicana, e o incidente teria sido a desculpa ideal para não prosseguir.

- Não coloquei meu dedo no olho dele. A linguagem corporal dele foi "não quero lutar", e naquele primeiro contato o que parecia é que ele não queria lutar de novo. Ele estava tentando se manter fora. Ele estava em frente ao meu público mexicano, e quando viu aquela torcida, até Cain Velasquez, Brian Ortega, todo mundo contra ele naquela noite... Não foi uma surpresa. Por isso, quando fechou os olhos não quis abri-los de novo. Foi aí que a torcida começou a vaiá-lo, foi uma reação natural, pois todos queriam ver uma luta. E se ele tivesse realmente se machucado, iria entender. Não queria lutar com alguém que estivesse com essa desvantagem comigo. De jeito nenhum. Mas sou um lutador, e sei o que você sente quando se machuca, sua linguagem corporal mostra se você pode continuar. Ele nem estava tentando lutar comigo de novo. Se você olhar o replay, a primeira reação quando alguém tocou seu ombro deveria ser olhar para o lado que foi tocado, mas ele olhou para o outro. Ele estava encenando.

Após o árbitro Herb Dean declarar o fim daquela luta que ficaria sem resultado, o público mexicano iniciou uma forte vaia e arremessou vários objetos dentro do octógono. Nervoso, Rodríguez chegou até a ofender Michael Bisping, que entrou no octógono para entrevistá-lo, mas pediu desculpas logo após ser acalmado pelos técnicos. Os dois lutadores ainda tiveram uma discussão acalorada no saguão do hotel em que estavam na capital mexicana. Mas Rodríguez afirma que sua reação foi bem natural em relação a tudo que acontecia naquele momento.

- Sou um ser humano, o que você espera? É claro que estava bravo com ele, porque sou um ser humano. Tenho sentimentos, assim como você e todo mundo, e minha reação foi totalmente natural. Acho que me controlei muito bem. Por tudo que a gente já viu no UFC antes, acho que me controlei muito bem. Nós somos lutadores, não estamos aqui para brincar. Somos lutadores. Somos seres humanos, temos sentimentos e, naquele momento, com tudo que acontecia, foi algo totalmente natural - encerrou o lutador, dono de um cartel com 12 vitórias e duas derrotas.


Fonte: Combate.com

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