Novidade que vem por aí

A Rede Click vai trazer muitas novidades. Você vai poder enviar notícias através do VCnoClick, anunciar gratuitamente seus produtos e serviços no Click Classificados e concorrer a prêmios com o Click Vantagens.

Deixe seu contato e seja um dos primeiros a ser avisado quando a Rede Click entrar no ar!

Por favor insira um e-mail válido
Contato registrado com sucesso!

Brasil

Editoria sobre Brasil ir para editoria →

Brasil

Bolsonaro chega à Ásia sem principais auxiliares da área econômica

As ausências de Guedes e Tarcísio foram notadas pelo setor privado, já que o objetivo declarado da viagem é comercial

Antes de embarcar, Bolsonaro disse que o Brasil "está aberto a fazer negócios" e que "não tem viés ideológico" (Foto: Reprodução)

Por

SÃO PAULO, SP, E WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) desembarca nesta segunda-feira (21) em Tóquio para iniciar seu giro pela Ásia sem a companhia de dois de seus principais auxiliares da área econômica: os ministros Paulo Guedes, da Economia, e Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura.

Eles não participam dos encontros em Tóquio e em Pequim. Existe uma expectativa de que Guedes se junte à comitiva no segundo trecho da viagem, por Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita, mas ainda não está confirmado.

As ausências de Guedes e Tarcísio foram notadas pelo setor privado, já que o objetivo declarado da viagem é comercial. Segundo um empresário que pediu anonimato, não está claro a quem o presidente vai recorrer se os investidores chineses pedirem detalhes sobre as reformas – a cargo de Guedes – ou sobre os projetos de infraestrutura – sob a responsabilidade de Tarcísio.

A agenda de Bolsonaro em Pequim prevê um jantar com grandes empresários chineses e brasileiros, oferecido por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e um encontro empresarial organizado pela Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Antes de embarcar, Bolsonaro disse que o Brasil "está aberto a fazer negócios" e que "não tem viés ideológico". As declarações contrastam com o conhecido alinhamento do mandatário brasileiro com seu colega americano, Donald Trump, que recentemente firmou uma trégua na guerra comercial que trava com os chineses.

A auxiliar mais relevante da área econômica a seguir o presidente é Tereza Cristina, ministra da Agricultura. Ela chega a Pequim antes da comitiva para negociar a abertura do mercado chinês a produtos agrícolas, como farelo de soja. A China é o principal comprador de commodities do Brasil, com destaque para soja, minério de ferro e petróleo.

Também viajam com Bolsonaro os titulares da pasta de Minas e Energia, Bento Albuquerque, da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, da Cidadania, Osmar Terra, do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e de Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

A presença de Tarcísio estava inicialmente prevista, mas ele acabou desistindo por causa de uma série de reuniões no exterior na semana passada. O ministro deve ir a China e aos países árabes apenas em abril do ano que vem.

A tarefa de tirar dúvidas sobre as concessões, portanto, deve recair sobre Martha Seillier, que assumiu em julho a secretaria especial do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), ligada à Casa Civil. O nome da funcionária não consta da lista preliminar da comitiva elaborada pelo Itamaraty, mas ela deve se juntar ao grupo em Pequim.

O único representante previsto do ministério da Economia até agora é o chefe da assessoria especial de assuntos institucionais, Caio Megale. Encarregado de representar Guedes em evento em Washington, o secretário especial de assuntos internacionais, Marcos Troyjo, também não vai.

Troyjo é o homem forte do ministério para acordos de livre comércio. O Brasil anunciou que tem interesse num entendimento com o Japão, porém, a avaliação do governo é que não haveria espaço para essa discussão durante a visita de Bolsonaro, que vai a Tóquio para a cerimônia a coroação do imperador Naruhito.

Já a China está fora do radar para negociações de abertura de mercado do Brasil, apesar de ser o principal parceiro comercial do país. Questionado por jornalistas se o governo brasileiro tem interesse num acordo com os chineses, o embaixador Reinaldo José de Almeida Salgado, secretário de negociações bilaterais na Ásia do Itamaraty, disse que não.

Segundo ele, o país está envolvido em diversas discussões e não há funcionários suficientes para encaminhar tudo ao mesmo tempo. Na Ásia, as negociações avançam com Coreia do Sul e Singapura. Vale ressaltar que um acordo de livre comércio com a China seria extremamente complicado por causa da alta competitividade do país na área industrial.

No trecho da viagem destinado ao Oriente Médio, a agenda de Bolsonaro está totalmente voltada para a atração de investimentos. Os assuntos políticos são delicados neste caso, pois o governo Bolsonaro é bastante próximo de Israel. No início do ano, a atual gestão chegou a anunciar que mudaria a embaixada brasileira para Jerusalém, mas acabou voltando atrás por causa da forte reação do mundo árabe.

Em Riade, na Arábia Saudita, o presidente brasileiro será a "estrela" do fórum conhecido como "Davos no Deserto". Também tem reuniões com empresários em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e em Doha, no Catar. O objetivo é convencer os árabes a apostar nas concessões no Brasil.

Conforme dados recolhidos pelo Itamaraty, os fundos soberanos dos Emirados Árabes têm mais de US$ 1 trilhão (R$ 4,1 trilhões) investidos ao redor do mundo, enquanto os fundos sauditas chegam a US$ 850 bilhões (R$ 3,5 trilhões). As aplicações desse dinheiro no Brasil não passam de US$ 5 bilhões (R$ 20,6 bilhões).

Compartilhe:

Comentários (0)

Comentar

Destaque

ir para editoria →

Criminosos tentam lucrar com cachorro que nasceu com rabo na testa

Marido de Marina Ruy Barbosa lamenta morte de piloto da Stock Car

Marinha disponibiliza navio para reforçar equipes no Delta do Parnaíba

Jornalista Matheus Ribeiro vai processar radialista goiano por postagens homofóbicas