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Brasil e Argentina fecham acordo para reduzir tarifa comum do Mercosul em 10%, em uma derrota para Guedes

Na prática, o anúncio de um entendimento para um corte de 10% na tarifa comum é uma derrota para o ministro da Economia, Paulo Guedes.

No início do governo, Guedes tentou levar adiante um ambicioso corte de 50% nas tarifas, mas teve de recuar após reação da indústria brasileira. (Foto: Reprodução)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — Após meses de divergência, os governos Jair Bolsonaro (sem partido) e do argentino Alberto Fernández fecharam um acordo para a redução da TEC (Tarifa Externa Comum), que funciona como um imposto de importação compartilhado entre os membros do Mercosul.

Na prática, o anúncio de um entendimento para um corte de 10% na tarifa comum é uma derrota para o ministro da Economia, Paulo Guedes.

No início do governo, Guedes tentou levar adiante um ambicioso corte de 50% nas tarifas, mas teve de recuar após reação da indústria brasileira.

A Economia então encampou uma nova proposta, de redução de 20% em duas etapas até o final deste ano. Mas essa possibilidade também foi rechaçada pelos argentinos.

O acordo foi anunciado em declaração à imprensa do ministro Carlos França (Relações Exteriores) com o chanceler da Argentina, Santiago Cafiero.

O entendimento alcançado por Brasil e Argentina deverá ser submetido agora aos outros dois sócios do Mercosul: Paraguai e Uruguai. Mas esses dois países já manifestaram concordância num corte da tarifa no passado.

"O acordo da tarifa externa comum do Mercosul, que será agora levada ao sócios, tão importantes quanto Brasil e Argentina, Paraguai e Uruguai, que permitirá a diminuição de 10% de um universo muito amplo de produtos. Com liberdade para que os países possam, inclusive, ir além desse universo tarifário desses países para a baixa tarifaria", declarou França.

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