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CPI da Covid aprova pedido de informação sobre passeios de Bolsonaro durante a pandemia

Presidente costuma fazer passeios por regiões de Brasília e do Distrito Federal, especialmente aos finais de semana, quando causa aglomerações.

As saídas do presidente da República são rotineiras e costumam acontecer principalmente durante os finais de semana. (Foto: Reprodução)

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A CPI da Covid aprovou nesta quinta-feira (29) um requerimento que cobra da Presidência da República informações e documentos sobre os passeios do presidente Jair Bolsonaro pelo comércio de Brasília e do entorno do Distrito Federal durante todo o período da pandemia do coronavírus.

As saídas do presidente da República são rotineiras e costumam acontecer principalmente durante os finais de semana.

No último sábado (24), por exemplo, Bolsonaro foi à Ceilândia e ao Sol Nascente, regiões próximas a Brasília. Sem máscara, o presidente entrou na casa de moradores e provocou aglomerações.

Sol Nascente é a região do Distrito Federal com maior índice de letalidade pelo coronavírus, de acordo com a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

Assista abaixo a reportagem de março de 2021, sobre aglomeração em frente ao Palácio da Alvorada no dia do aniversário de Bolsonaro.

O requerimento de informação foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Pode-CE) e aprovado em meio a uma leva de solicitações feitas por outros membros da comissão.

No pedido, o senador solicita à Presidência o envio de arquivo eletrônico contendo registros — como data, local e autoridades envolvidas - relativos aos deslocamentos do presidente da República desde o dia 1º de março de 2020.

Calamidade

O estado de calamidade pública no Brasil devido à pandemia foi decretado em março do ano passado. Apesar disso, há diversos registros de passeios feitos pelo presidente Jair Bolsonaro por Brasília.

Nas ocasiões, Bolsonaro provocou aglomerações e minimizou a gravidade da crise sanitária.

Em maio do ano passado, o presidente parou em uma barraca de cachorro quente, no bairro Asa Norte, localizado na capital. Ele tirou a máscara para comer, limpou a boca com o antebraço e depois cumprimentou apoiadores.

Na justificativa do pedido de informações, o senador Girão ressalta que a “Constituição Federal (arts. 6º e 196), segundo a Ministra Rosa Weber (STF), não admite retrocessos injustificados no direito social à saúde e que, especialmente em tempos de emergência sanitária, as condutas dos agentes públicos contraditórias às evidências científicas de preservação da vida não devem ser classificadas como atos administrativos legítimos, sequer aceitáveis”.

Autor do requerimento, Eduardo Girão é considerado um parlamentar de perfil governista. Ele fez o requerimento a pedido do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que não é integrante da CPI, mas integra o bloco formado por PSDB, Podemos e PSL.

Procurado pelo G1, Izalci disse ter feito vários pedidos de informações sobre situações relacionadas à pandemia, para ver o que “pode gerar alguma medida da CPI”.

“Esse pedido [sobre os deslocamentos de Bolsonaro] pode dar em alguma coisa. Vai que um segurança que estava do lado do presidente morreu de Covid? Mas o requerimento também pode não dar em nada. Eu vou fazer uma análise de todas as informações que eu solicitei, para ver se tem margem para requerer mais coisa”, afirmou o tucano.

Pfizer

Também foi aprovado nesta manhã requerimento que mira a demora na aquisição de vacinas e solicita informações à farmacêutica Pfizer. Foi requisitado o envio de toda a documentação referente às negociações entre a farmacêutica e o governo brasileiro.

Em agosto do ano passado, a Pfizer tentou vender ao Brasil 70 milhões de doses do imunizante. A entrega estava prevista ainda para dezembro do ano passado. O governo, porém, recusou a proposta.

O acordo entre o Brasil e a Pfizer acabou firmado em março deste ano. Está previstas para esta quinta-feira (29) a chegada de 1 milhão de doses do imunizante.

Outras informações

Entre os outros requerimentos aprovados estão pedidos de informações ao Ministério da Saúde sobre compra e fornecimento de equipamentos de proteção, ventiladores e medicamentos para estados e municípios.

Também foram solicitadas informações sobre transferências de recursos federais para governos estaduais e prefeituras. E dados sobre produção, compra e recomendação de remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19, como a cloroquina.

Os senadores aprovaram ainda um pedido ao Facebook para que seja disponibilizado vídeo de reunião do Conselho de Saúde Suplementar, em que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que “o chinês inventou o vírus”.

Eles também querem dados do Ministério da Cidadania sobre pagamentos do auxílio emergencial.

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