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The Economist

Dilma diz que não aceita de 'maneira alguma' sugestão de revista para demitir Mantega

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 A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (7) que o Brasil não vai aceitar "de maneira alguma" a sugestão da revista britânica "The Economist" para demitir o ministro da Fazenda, Guido Mantega.


"Nós todos aqui e eu somos a favor da liberdade de imprensa, então não tenho nenhum senão a dizer sobre o direito de uma revista ou jornal falar o que quiser. Só quero me manifestar que, em hipótese alguma, o governo brasileiro, eleito pelo voto direto e secreto do povo brasileiro vai ser influenciado por uma opinião de uma revista que não seja brasileira", afirmou Dilma durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul.


Dilma ressaltou que o Brasil tem tido crescimento econômico, enquanto muitas nações desenvolvidas vivem taxas de crescimento negativas. "Nós estamos crescendo a 0,6% nesse trimestre, iremos crescer mais no próximo trimestre, então a resposta é: de maneira alguma eu levarei em consideração esta, diríamos, sugestão. Não vou levar", frisou.


A presidente afirmou não considerar "correta" a "sugestão" da publicação e disse que nunca ouviu um jornal ou revista recomendar demissão de ministros de países que passam por situações econômicas piores do que o Brasil.


"Acho que não é correto também pelo seguinte, diante dessa crise gravíssima pela qual o mundo passa, com países tendo taxas de crescimento negativas, escândalos, quebras de banco, quebradeiras, eu nunca vi nenhum jornal propor a queda de um ministro", afirmou.


A presidente demonstrou irritação quando questionada por jornalistas se a situação da economia dos países desenvolvidos é melhor que a brasileira. Ela disse que nenhum banco quebrou no Brasil, a exemplo do banco de investimentos americano Lehman Brothers, que quebrou em 2008.


"Vocês da imprensa brasileira não sabem que a situação deles é pior que a nossa? Pelo amor de Deus, desde 2008. Nenhum banco como o Lehman Brothers quebrou aqui", disse.


A presidente afirmou que o Brasil não tem crise da dívida soberana, que a inflação está sob controle e que o país tem 378 bilhões de dólares de reserva. "Tudo isso se dá porque os juros caíram no Brasil?


[...] Porque não podia cair aqui?", questionou. "Aqui tinha de ser o único, como dizia um economista antigo nosso, o último peru - ele falou de ação de graças, mas como aqui a gente não comemora ação de graças, eu vou chamar de peru de natal", disse, rindo em seguida.
 

Também nesta sexta-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou que a revista foi "um pouco precipitada" ao afirmar que a presidente Dilma Rousseff deveria demitir o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para restabelecer a confiança na economia do país.


"No dia em que a Economist nomear ministro no Brasil nós deixaremos de ser República", afirmou Pimentel, ao chegar para a abertura do Fórum Empresarial do Mercosul, em Brasília.


O ministro defendeu as medidas de estímulo à economia tomadas pelo governo e destacou que este foi um ano de dificuldades na economia mundial como um todo, com reflexos também no Brasil. Para Pimentel, os indicadores apontam para uma forte retomada do crescimento econômico e dos investimentos no país.


Questionado sobre câmbio, o ministro deixou claro que quem cuida da questão é a Fazenda e o Banco Central. Ele destacou, entretanto, que o câmbio é flutuante e que o governo não permitirá que esta flutuação prejudique a competitividade. Pimentel acrescentou ainda que, toda vez que o mercado agir claramente contra a taxa de câmbio o governo vai intervir para impedir prejuízos à competitividade.


Mantega não comenta
Mantega evitou comentar nesta sexta-feira a reportagem da "The Economist". Na saída do ministério para o aeroporto, onde embarcaria para São Paulo, ele entrou no carro sem falar com os jornalistas.


Reportagem da "The Economist" afima que o mercado perdeu confiança em Mantega depois do resultado desapontador do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre - que mostrou uma alta de 0,6% sobre o trimestre anterior.


"Ela [Dilma] insiste que é pragmática. Se é assim, ela deveria demitir Mantega, cujas previsões excessivamente otimistas perderam a fé dos investidores, e indicar um novo time capaz de restabelecer a confiança dos negócios", afirma o texto.


A revista aponta que há dois anos, quando Dilma Rousseff foi eleita presidente, a economia estava em expansão; depois, "estacionou", e agora luta para se recuperar. Apesar dos esforços "frenéticos" de estímulo, a "criatura moribunda" cresceu no terceiro trimestre apenas metade do previsto por Mantega.


A publicação reconhece os esforços do governo para estimular o crescimento, como o corte na taxa de juros para sua mínima histórica, de 7,25%; as desonerações das folhas de pagamento das empresas, os planos de investimento em infraestrutura e a previsão de corte nos custos de eletricidade. Mas afirma que os investidores estão cautelosos porque o governo "interfere demais".


"Rousseff parece acreditar que o estado deve dirigir as decisões sobre investimentos privados. Esse tipo de 'micro-interferência' mina também a confiança na política macroeconômica", diz a Economist. Em vez de interferir, afirma a publicação, o govero "deveria redobrar os esforços para cortar o 'custo Brasil' (...) e deixar o espírito animal do setor privado rugir".

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