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No Rio

Médico que fez procedimento em MC Atrevida prestará depoimento nesta segunda-feira, diz advogado

Segundo o advogado, que defende a dona da clínica Rainha das Plásticas, o médico sofreu dois AVCs a partir do terceiro dia da morte da funkeira e "ficou com dificuldades de se locomover".

Fernanda Rodrigues, a MC Atrevida morreu dias após uma hidrolipo. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

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O médico Wilson Ernest Garlaza, que fez o procedimento estético em Fernanda Rodrigues, a MC Atrevida, de 43 anos, vai prestar depoimento à Polícia Civil na segunda-feira. Fernanda passou mal após a intervenção, feita no dia 16 de julho, em Vila Isabel, e morreu cerca de dez dias depois no Hospital Evandro Freire, na Ilha do Governador, onde morava. Segundo o advogado Carlos Costa, que defende a dona da clínica Rainha das Plásticas, Wânia Tavares, o médico sofreu dois acidentes vasculares cerebrais (AVCs) a partir do terceiro dia da morte da funkeira e "ficou com dificuldades de se locomover". Mesmo assim, disse o advogado, o médico prestará depoimento na segunda-feira, acompanhado por ele.

— Defendo a dona da clínica que apenas prestou depoimento. Mas vou acompanhar e, caso seja necessário, irei defendê-lo também. Não houve indiciamento de ninguém ainda — afirmou o advogado. A Polícia Civil ainda não confirma o depoimento nesta segunda.

De acordo com uma fonte na corporação, caso se confirme que o médico não tem especialização em cirurgia plástica, ele poderá ser indiciado ao longo da semana, após os depoimentos necessários nas investigações, por homicídio culposo, além de outros crimes. Carlos Costa, no entanto, alega que o profissional tem especializações necessárias.

— Eu dei para o delegado os cursos que ele tem em cirurgia plástica, informei que ele chegou a ser estagiário do Pitanguy (cirurgião plástico Ivo Pitanguy, falecido em 2016). Ele está habilitado. O que o Conselho Regional de Medicina recomenda é que seja um cirurgião plástico para fazer este procedimento. Mas, na regra, qualquer médico cirurgião pode fazer — alegou.

No entanto, após pesquisa feita pela polícia, os investigadores coletaram informações de que o médico não seria cirurgião plástico, e sim ginecologista. Dados curriculares do restante da equipe envolvida ainda estão sendo checados.

Segundo o delegado titular da 20ª DP (Vila Isabel), André Neves, que investiga o caso, o laudo do IML aponta como causa da morte septicemia subsequente à infecção cutânea. O laudo foi concluído no dia 28 de julho, um dia após a solicitação da polícia.

O advogado Carlos Costa sustenta que o procedimento a que foi submetido a funkeira é é de rotina e simples.

— Ele (o médico) não fez uma cirurgia, isso está mal interpretado. Fez um pequeno procedimento chamado hidrolipo. Cirurgia é preciso ser feita dentro de um ambiente hospitalar, em uma UTI — comentou o advogado, que aguarda o andamento das investigações.

Ao ser questionado se o procedimento é invasivo como em cirurgias, ele respondeu:

— Sim. Precisa-se de um local totalmente esterilizado, totalmente preparado, totalmente autorizado pela vigilância sanitária. O que eu sei é que houve uma morte que pode ter sido em consequência do procedimento ou não. Isso está sendo averiguado. Acredito que só depois que aqueles que são especialistas no assunto e, também, só depois do laudo do IML é que vai se saber a causa da morte. E o que originou a morte dela.

Na última quinta-feira, a Subsecretaria de Vigilância Sanitária do município interditou a clínica por falta de licença sanitária.

Entenda o caso

Após realizar a hidrolipo, que é a retirada de gordura das costas para injetar nos glúteos, MC Atrevida sentiu fortes dores locais. Dez dias depois, foi internada no Hospital Evandro Freire, na Ilha do Governador, onde morreu na segunda-feira, dia 27. O corpo da cantora foi sepultado nesta quarta-feira. Segundo a família da vítima, ela teria desembolsado cerca de R$ 3 mil para fazer a cirurgia.

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