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Presidente do CNPq é exonerado e governo nomeia chefe da Fapemig para o cargo

No seu lugar foi nomeado o atual presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Evaldo Vilela.

O agora ex-presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras de Azevedo, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (Foto: Jorge William / Agência O Globo)

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RIO — O presidente Jair Bolsonaro exonerou o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), João Luiz Filgueiras de Azevedo. A decisão foi publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União. No seu lugar foi nomeado o atual presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Evaldo Vilela.

A portaria, assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e é datada da última quinta-feira. Azevedo, pesquisador em Engenharia Aeronáutica e Astronáutica, estava à frente do CNPq desde fevereiro de 2019. As circunstâncias de sua demissão ainda não foram esclarecidas. Sua especialidade guardava proximidade com a trajetória do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, Marcos Pontes, que foi astronauta e cuja pasta incorpora o conselho.

Ao longo de sua passagem pelo comando do CNPq, o engenheiro se posicionou contra à fusão entre o órgão e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), defendida pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. 

Na ocasião, Azevedo avaliou a eventual mudança como "um transtorno enorme". O posicionamento estava alinhado com Pontes.

Vilela, seu sucessor, é agrônomo e tem doutorado em ecologia química pela Universidade de Southampton, na Inglaterra. Entre 2000 e 2004, exerceu o cargo de reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Entre 2007 e 2013, nas gestões Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB, atuou como secretário-adjunto de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais. Presidiu, ainda, a Sociedade Entomológica do Brasil e a Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária.

Desde 2019, Vilela acumulava o comando da Fapemig com a presidência do Conselho Nacional de Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap) desde o ano passado. Em março do ano passado, quando o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) sofreu um contingenciamento de 42,2% nas suas verbas, o novo presidente do CNPq alertou para os duros reflexos que o conselho, maior agência de fomento do MCTIC, e a própria pesquisa brasileira sentiria.

— Não estou vendo disposição da área econômica do governo para resolver esta conta. Os bolsistas de mestrado ganham R$ 1.500 mensais. Os alunos de doutorado, R$ 2.200. No ano passado, em Minas Gerais, vi estudantes recebendo o auxílio com 15 dias de atraso e que tiveram dificuldade para pagar ônibus e comprar comida — disse, na ocasião, ao GLOBO.

O novo presidente do CNPq também foi um dos signatários de uma carta endereçada ao presidente Bolsonaro em julho de 2019, no auge da crise da Amazônia, em defesa dos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). À época, os dados científicos do órgão foram colocados em dúvida pelo próprio governo e seu então presidente, Ricardo Galvão, acabou demitido.

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