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Queiroga colocará coordenadora de vacinação à frente de nova secretaria contra Covid

Ao mesmo tempo, após ter retirado militares que estavam no comando de duas áreas, o ministro agora diz que pretende manter parte do grupo em cargos na pasta.

o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (Foto: Mateus Bonomi/AGIF)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — Em meio a mudanças na equipe, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pretende colocar a atual coordenadora do Programa Nacional de Imunizações à frente da futura Secretaria Especial de Enfrentamento à Covid.

Ao mesmo tempo, após ter retirado militares que estavam no comando de duas áreas, o ministro agora diz que pretende manter parte do grupo em cargos na pasta.

A previsão de nomear a atual coordenadora do PNI, Francieli Fontana, para a nova secretaria foi confirmada nesta terça-feira (13) em encontro com jornalistas. Uma medida provisória que cria a nova área deve ser publicada nos próximos dias.

Segundo Queiroga, a escolha visa mostrar que o foco da sua gestão está na vacinação contra a Covid.

"Como ela era coordenadora do PNI, fiz isso como uma maneira de sinalizar minha prioridade de vacinar a população brasileira, e também para prestigiar os técnicos do ministério", disse à Folha.

Funcionária do ministério desde 2014, Fontana é formada em enfermagem pela Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste), no Paraná, e mestre em medicina tropical com área de concentração em epidemiologia de doenças infecciosas e parasitárias pela UnB (Universidade de Brasília).

Essa deve ser a terceira mudança no comando e na gestão das secretarias que compõem o ministério.

Nesta segunda-feira (12), o governo nomeou o médico ortopedista Sérgio Yoshimasa Okane para chefiar a Secretaria de Atenção Especializada, que cuida das diretrizes e gestão de recursos para a chamada "média e alta complexidade", área que engloba o atendimento hospitalar. Até então, a área era chefiada pelo coronel Luiz Otávio Franco Duarte.

Antes, o novo ministro também já havia nomeado o engenheiro e ex-secretário-executivo-adjunto do Ministério da Infraestrutura, Rodrigo Cruz, para ser o número 2 da pasta. Ele entrou no lugar do outro militar, coronel Elcio Franco, que até então ocupava o posto na gestão do general Eduardo Pazuello.

Apesar da substituição, Queiroga afirma ter feito um pedido ao Ministério da Defesa para manter na pasta parte dos militares trazidos à Saúde por seu antecessor, ainda que em outros cargos.

Um exemplo é Franco Duarte, que passa a atuar como diretor.

Questionado pela Folha no sábado (10) sobre os impactos da militarização na pasta, ponto que era alvo de críticas de especialistas na gestão de Pazuello, ele defendeu a presença de parte do grupo.

"Não existe militarização, existem servidores públicos, civis e militares, todos empenhados em melhorar essa situação no Brasil", disse.

"Os servidores federais das Forças Armadas me ajudam na questão logística. O coronel Franco Duarte exerce um papel muito importante, é meu assessor, e claro que vou mantê-lo. E pedi ao ministro da Defesa que me desse oportunidade de continuar com esses servidores", afirmou.

Além do remanejamento de alguns militares, o ministro também decidiu manter parte da equipe anterior da pasta.

É o caso, por exemplo, do atual secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, e do secretário de Atenção Primária em Saúde, Raphael Parente.

Médicos, ambos chegaram ao posto na gestão de Pazuello. Medeiros foi indicação do chamado centrão, bloco que reúne diferentes partidos. Já Parente, que é médico ginecologista e obstetra e vinculado ao Instituto de Ginecologia da UFRJ, era conhecido antes de chegar ao cargo por defender, em artigos e debates, posição contrária ao aborto — visão que agrada ao governo de Jair Bolsonaro.

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