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CPI Covid

Vendedor de vacinas afirma que não prendeu Dias porque propina foi inesperada e havia um superior hierárquico presente

"Eu tinha um superior hierárquico, um coronel. Eu ia chamar o general para prendê-lo?", questionou.

Também participou do encontro o tenente-coronel do Exército Marcelo Blanco, que atua no Ministério da Saúde. (Foto: Reprodução)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — O representante da Davati Medical Supply Luiz Paulo Dominguetti, que também é policial militar em Minas Gerais, afirmou que não deu voz de prisão ao diretor do Ministério da Saúde que pediu propina pois se tratava de uma situação "crítica" e que havia um superior hierárquico presente.

Dominguetti denunciou que o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias pediu propina de US$ 1 dólar por dose para avançar a negociação de compra de 400 milhões de doses da vacina Astrazeneca.

Também participou do encontro o tenente-coronel do Exército Marcelo Blanco, que atua no Ministério da Saúde. O policial foi questionado por vários senadores por que não deu voz de prisão, em face a um crime.

"Analisar uma situação crítica de uma forma fria e simplesmente, dizer 'por que não prendeu, por que não o fez', é muito complicado para quem está passando por aquilo", respondeu Dominguetti.

"Eu tinha um superior hierárquico, um coronel. Eu ia chamar o general para prendê-lo?", questionou.

Dominguetti também mencionou que estava fora do seu estado, o que dificultaria as ações. E também disse que se tratava de algo inesperado, o pedido de propina, uma novidade para ele, que por isso não soube reagir.

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