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Veículos a diesel

Fiat Chrysler é processada por fraude em emissões de poluentes nos EUA

Modelos Jeep Grand Cherokee e Dodge tinham software que manipulava emissão de poluentes, diz agência ambiental. Fabricante diz que atualizará a programação de 104 mil carros

De acordo com a agência Reuters, a fraude da Fiat Chrysler afetaria cerca de 104 mil veículos (Foto: Reprodução/autoesporte)

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O governo dos Estados Unidos abriu um processo contra a Fiat Chrysler (FCA) por usar um software que manipula as emissões de poluentes em veículos a diesel, segundo afirmou a agência ambiental norte-americana (EPA) nesta terça-feira (23).

O processo ocorre cerca de 20 meses depois de a Volkswagen ter admitido fraude em 11 milhões de veículos pelo mundo, inclusive no Brasil. O escândalo, que ficou conhecido como "dieselgate", também foi descoberto nos EUA.

De acordo com a agência Reuters, a fraude da Fiat Chrysler afetaria cerca de 104 mil veículos dos modelos Jeep Grand Cherokee e Dodge Ram 1500, dos anos 2014 a 2016, nos Estados Unidos.

Na última sexta-feira (19), o grupo de origem italiana afirmou que vai reprogramar 104 mil carros. Ainda não há informação se a fraude estaria em outros países. No Brasil, apenas o Jeep é vendido com motorização a diesel.

Na Europa, a Fiat Chrysler enfrenta acusações da Comissão Europeia pelo mesmo motivo. No final ano passado, o governo alemão apontou que testes com os modelos Fiat 500X, Fiat Doblò e Jeep Renegade comprovariam uso ilegal de um dispositivo para manipular as emissões.

Acusação

A agência ambiental norte-americana acredita que o dispositivo auxiliar de controle de emissões instalados nestes veículos viola as leis ambientais dos EUA, emitindo mais óxido de nitrogênio (NOx), um dos principais poluentes resultantes da combustão do óleo diesel.

Um controle auxiliar de emissões pode ser usado pelas montadoras em circunstâncias específicas para proteger o motor de danos, mas qualquer tipo de dispositivo que altere as emissões deve ser informado aos órgãos reguladores.

Em janeiro, a EPA disse que a Fiat Chrysler não relatou a existência deste dispositivo. Em nota, a FCA afirmou que estava "desapontada" com as alegações e que seus veículos a diesel atendem todas as normas estabelecidas. Na época, a fabricante disse que provaria que o software não é fraudulento.

Além da Fiat Chrysler, o processo cita a VM Motori, que faz parte do grupo FCA e foi responsável por desenvolver o motor a diesel em questão. A fabricante pode ser multada em até US$ 4,6 bilhões, de acordo com a Reuters.

Caso Volkswagen

A agência ambiental é a mesma agência que "descobriu" o software da Volkswagen, dando início ao caso conhecido como "dieselgate", em setembro de 2015.

Após a denúncia, a montadora alemã admitiu que o dispositivo fraudulento está presente em cerca de 11 milhões de carros de marcas do grupo. No Brasil, apenas a picape Amarok foi afetada.

No caso da Volks, o programa de computador só atua quando "sabe" que o carro está sendo inspecionado, para diminuir o nível de óxido de nitrogênio; nas ruas, os carros poluíam mais que o permitido.

Nos EUA, onde estão cerca de 600 mil dos veículos afetados, a fabricante fez acordos bilionários para compensar clientes; em um deles, dá a opção de recomprar os carros.

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