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Atividade econômica cresce 1,8% em novembro, diz FGV

Foi a primeira alta após dois meses de variações negativas, conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (19).

O consumo do governo (0,7%) e as exportações (3,4%) também ficaram no azul. Já as importações recuaram 0,1% no mês. (Foto: Reprodução)

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) — A atividade econômica cresceu 1,8% no Brasil em novembro de 2021, frente a outubro, indica o Monitor do PIB (Produto Interno Bruto), calculado pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Foi a primeira alta após dois meses de variações negativas, conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (19).

O monitor também traz recorte trimestral. Nesse caso, a atividade econômica ficou no vermelho, com baixa de 0,3% até novembro, em relação aos três meses imediatamente anteriores.

"Na comparação mensal, houve uma reversão, porque a taxa vinha caindo. Já o número do trimestre indica que, mesmo com o crescimento em novembro, tivemos uma série de problemas anteriores", afirma o economista Claudio Considera, pesquisador associado do FGV Ibre.

O Monitor do PIB busca antecipar o ritmo da atividade econômica no Brasil mês a mês. O resultado oficial do PIB é calculado a cada três meses pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Pela ótica da oferta, o setor de serviços, o principal da economia nacional, cresceu 1,5% em novembro, ante outubro, indicou o monitor da FGV. A indústria, por sua vez, subiu 0,5%. No sentido contrário, a agropecuária teve queda de 15,9%, após crescimento de 23,7% no mês anterior.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias avançou 0,4% em novembro. Houve alta de 19,2% nos investimentos produtivos na economia, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, que havia caído 15,6% em outubro.

O consumo do governo (0,7%) e as exportações (3,4%) também ficaram no azul. Já as importações recuaram 0,1% no mês.

Segundo o monitor, a atividade econômica registrou crescimento de 4,4% no período de 12 meses até novembro.

Conforme Considera, a expectativa é de que o PIB encerre o ano de 2021 com uma alta na faixa de 4,5%, muito influenciada pela base de comparação fraca -em 2020, a queda foi de 3,9%.

"É possível que o PIB também tenha algum crescimento no quarto trimestre de 2021, mas não algo para ser amplamente festejado", pondera o pesquisador.

Em novembro de 2021, o monitor ainda apontou crescimento de 2,2% na atividade frente a igual mês do ano anterior. Em relação ao trimestre encerrado em novembro de 2020, houve alta de 1,3%.

Após as restrições geradas pela pandemia, a tentativa de retomada econômica no Brasil passou a ser estimulada pela reabertura de setores como o de serviços.

A reação dos negócios, contudo, tem sido freada por uma combinação de fatores, que envolve escalada da inflação, juros mais altos, queda na renda do trabalho, crises políticas e incertezas fiscais.

O dado mais recente do PIB calculado pelo IBGE é referente ao terceiro trimestre de 2021. À época, o indicador encolheu 0,1%. Foi a segunda baixa consecutiva.
"A economia está praticamente estagnada", diz Considera.

Em meio ao cenário de dificuldades, o mercado financeiro prevê baixo desempenho econômico em 2022.

A projeção é de elevação de apenas 0,29% no PIB deste ano, conforme a edição mais recente do boletim semanal Focus, divulgada na segunda-feira (17) pelo BC (Banco Central). Há, inclusive, casas de análise que apostam em um recuo do PIB em 2022.

Antes da divulgação do monitor da FGV, o BC apresentou o resultado de novembro do IBC-Br, outro indicador de atividade. O IBC-Br avançou 0,69% no penúltimo mês de 2021, em relação a outubro.

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