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Banco Central pode acelerar ainda mais o ritmo de alta de juros se cenário piorar, diz diretor

Com a decisão, o BC acelerou o ritmo do ciclo de aperto monetário, que vinha sendo de alta de 0,75 ponto nos encontros anteriores.

Como justificativa para a aceleração do ciclo de alta da taxa básica, a ata trouxe o risco fiscal, quando há possibilidade de desajuste nas contas públicas, como fator preponderante na decisão. (Foto: Reprodução)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — O diretor de Política Monetária do BC (Banco Central), Bruno Serra, afirmou que a autoridade monetária fará o que for necessário para levar a inflação para a meta em 2022 e 2023 e não descartou acelerar ainda mais o ritmo de alta da taxa básica de juros (Selic) caso o cenário econômico piore.

Na última quarta-feira (4), o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC elevou a Selic em 1 ponto percentual, maior alta em 18 anos. Os juros foram para 5,25% ao ano. Para a próxima reunião, em setembro, o Comitê indicou que fará nova alta na mesma magnitude.

Com a decisão, o BC acelerou o ritmo do ciclo de aperto monetário, que vinha sendo de alta de 0,75 ponto nos encontros anteriores.

Em evento virtual promovido pela Goldman Sachs nesta terça-feira (10), Serra reiterou que a decisão sobre a Selic é tomada a cada 45 dias e afirmou que o ritmo atual (de elevação de 1 ponto percentual) é adequado para o momento.

"Quando se está disposto a fazer o que for necessário, não existe restrição. O BC pode sempre ajustar os seus passos se o cenário mudar, mas parece que esse nível de ajuste tempestivo é bastante adequado no momento", disse.

Na ata da reunião do Copom, publicada pouco antes do evento, o BC adiantou que fará elevações de juros em todas as próximas reuniões, sem interrupções, até que a Selic fique acima do patamar considerado neutro.

Para 2021, há consenso no mercado e no BC de que a inflação deverá estourar a meta fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 3,75% com 1,5 ponto percentual de tolerância para cima e para baixo. Para 2022 e 2023 as metas são de 3,5% e 3,25%, respectivamente.

Quando a inflação não fica dentro do intervalo determinado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o ano, o presidente do BC precisa escrever uma carta aberta ao presidente do conselho, que é o ministro da Economia, Paulo Guedes, para explicar os motivos.

Como justificativa para a aceleração do ciclo de alta da taxa básica, a ata trouxe o risco fiscal, quando há possibilidade de desajuste nas contas públicas, como fator preponderante na decisão.

As projeções do mercado para inflação normalmente são revisadas para cima após ruídos sobre a política fiscal, o que eleva a dificuldade do BC em frear — ou ancorar, no jargão de economistas — as expectativas via taxa de juros.

Questionado sobre se a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos precatórios foi mensurada nas simulações do BC, o diretor afirmou que a medida entra no "bojo do risco fiscal", mas não foi feita uma avaliação específica.

Serra afirmou ainda que uma possível aceleração nos preços de serviços preocupa o BC. O setor foi um dos mais atingidos pela pandemia de Covid-19 e, com isso, a inflação ficou baixa no segmento.

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