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Eleições 2022

Bolsonaro afirma que voto impresso será derrotado na Câmara

Presidente culpa ministro do STF Luís Roberto Barroso de "apavorar" parlamentares para não permitir mudança nas urnas.

Jair Bolsonaro diz que esquerda rouba suas obras (Foto: YOUTUBE / REPRODUÇÃO 09-08-2021)

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (9) que o voto impresso será derrotado na Câmara.

O presidente foi questionado por repórter da rádio Brado, de Salvador (BA), sobre a chance de a proposta passar no Congresso e descartou quaquer chance de aprovação.

Antes de Bolsonaro responder, o ministro da Cidadania João Roma  comentou que Arthur Lira (presidente da Câmara) levaria a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para ser votada no plenário. O presidente confirmou a informação.

"Vai, mas tivemos uma negociação antes, um acordo, e vai ser derrotada a proposta", afirmou o chefe do executivo federal.

Na quinta-feira (5), a PEC foi derrubada pelos deputados da comissão especial. Na sexta-feira (6), no entanto, Arthur Lira anunciou que daria mais uma chance ao projeto, enviando-o ao plenário da Câmara. 

Bolsonaro culpa o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, de "apavorar" os líderes de partidos para derrubar a proposta de acoplar impressoras nas urnas eletrônicas.

"Tem parlamentar que deve alguma coisa na Justiça, deve no Supremo. Então, o Barroso apavorou. Ele foi para dentro do Parlamento praticamente exigindo que o Congresso não aprovasse o voto impresso."

O presidente citou que em três outros momentos da história o voto impresso foi aprovado pelos parlamentares.

Na entrevista à radio, Bolsonaro fez denúncias sobre supostas fraudes nas eleições de 2018, sempre dizendo em seguida que não poderia prová-las ou quer eram apenas suposições.

De acordo com o chefe do Executivo, o hacker que invadiu os computadores do TSE em 2018 teria sido contratado por "pessoas com dinheiro".

"inclusive, esse hacker trabalhou à vontade tanto no primeiro quanto no segundo turno", disse, acrescentando não ter como provar a denúncia.

"Quando as eleições [de 2018] acabaram, o grupo que o contratou não pagou. E aí o hacker resolveu denunciar", comentou. Segundo ele, a investigação da PF (Polícia Federal) não teve acesso a dados da eleição porque "O TSE apagou os rastros, apagou as digitais da cena do crime".

Hacker desviaria 12 milhões de votos

"O que se chega aqui, fica a suposição, não posso afirmar também, é que tinham acertado que esse hacker desviaria 12 milhões de votos meus. Retirar de mim, passar para outro e anular." 

Pouco depois, ele disse que seus votos iriam para Fernando Haddad (PT), candidato que o enfrentou no segundo turno do pleito de 2018. "Não posso afirmar, não posso comprovar", acrescentou Bolsonaro.

Ele voltou a criticar o presidente do TSE. "Barroso é um mentiroso, disse que é a volta do voto em papel, mas não é, é apenas a impressão dos votos." 

Também afirmou novamente que Barroso defende o aborto e se posicionou favoravelmente em uma pauta que aumentaria a pedofilia. 

"É desarmamentista, é trotskista. Ele é tudo o que não interessa ao estado democrático", atacou Bolsonaro.

O presidente defendeu ainda a contagem manual dos votos assim que forem fechadas as seções eleitorais, proposta acrescentada no substitutivo da PEC do voto impresso derrotada na comissão especial.


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