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Jogos Olímpicos

Isaquias sente frustração após esforço e dedicação não virarem medalha nas Olimpíadas

O barco dele e do parceiro Jacky Godmann, 22, cruzou a linha de chegada cerca de dois segundos atrás de cubanos, chineses e alemães, que nessa ordem montaram o pódio.

No Rio de Janeiro, Isaquias levou a medalha de prata nessa prova ao lado de Erlon Souza. (Foto: Reprodução)

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TÓQUIO, JAPÃO (FOLHAPRESS) — O quarto lugar na prova C2 1.000 metros frustrou os planos de Isaquias Queiroz, 27, de sair de Tóquio com um total de cinco medalhas olímpicas, após as três conquistadas na Rio-2016 – um recorde no esporte brasileiro.

O barco dele e do parceiro Jacky Godmann, 22, cruzou a linha de chegada cerca de dois segundos atrás de cubanos, chineses e alemães, que nessa ordem montaram o pódio.

"A gente queria medalha. Ninguém ia vir para cá, viajar não sei quantas horas, com um sol quente desses, para querer ficar em quarto. Enfrentar a quarentena toda e ficar em quarto. Queria a medalha porque foi um trabalho doído, sofrido, de dedicação máxima que a gente teve", afirmou, já recomposto após ir às lágrimas nas entrevistas que deu ao vivo para a televisão.

No Rio de Janeiro, Isaquias levou a medalha de prata nessa prova ao lado de Erlon Souza. O canoísta de 27 anos conquistou também a prata no C1 1.000 m e o bronze no C1 200 m, tornando-se o primeiro brasileiro com três pódios numa mesma edição olímpica.

Para Tóquio, a dupla do país teve que ser adaptada. Como Erlon não se recuperou de uma lesão no quadril, Jacky foi chamado para o seu lugar no barco. A decisão foi confirmada no início de julho.

A história da parceria entre os dois medalhistas no Japão começou em 2019. Na ocasião, Isaquias convidou Jacky para competir ao seu lado pelo Flamengo em um campeonato brasileiro. Erlon representa o clube Pinheiros.

Neste ano, quando ficou visível que o medalhista de 2016 poderia não se recuperar da lesão, Isaquias e Jacky passaram a treinar juntos, mirando a possibilidade de formarem a parceria olímpica.

A única competição internacional que a dupla atual disputou antes de Tóquio foi a etapa da Hungria da Copa do Mundo, em maio. Chegaram em terceiro.

"Eu estava feliz, emocionado por estar na final com o Jacky com pouco tempo de trabalho entre a gente. Temos muito a evoluir ainda, por isso que cheguei ali e chorei, porque a gente queria medalha", disse Isaquias.

"O Jacky tem um pouquinho de deficiência em relação ao trabalho de perna, de sincronismo comigo. Mas também com o Erlon tinha esse problema, às vezes ele não tinha tanta amplitude. Cada um tem uma limitação, eu também", completou.

A elite da canoagem velocidade tem como base a cidade de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte. Por estarem em local afastado, os atletas não tiveram que interromper os trabalhos em razão da pandemia. Mas a comparação de nível com os rivais ficou prejudicada porque, à exceção da etapa dessa Copa do Mundo, não houve competições internacionais desde o aparecimento do novo coronavírus.

A grande chance para Isaquias está agora na prova individual, no C1, da qual Jacky também participará. Eles terão dois dias para se recuperar antes da disputa das eliminatórias, em 6 de agosto. Semifinais e final serão realizadas no dia 7.

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