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Rússia quer manter exportação de fertilizante ao Brasil, diz embaixador

Labetski disse aos senadores que tem interesse em manter o fornecimento de todos os tipos de fertilizantes para o Brasil, como também de adquirir produtos agrícolas do país, citando a carne brasileira.

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) (Foto: Sputnik / Sergei Karpukhin)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — O embaixador da Rússia no Brasil, Alexei Kazimirovitch Labetski, disse que Moscou trabalha para manter a exportação de fertilizantes ao Brasil, em meio a restrições ao comércio ligadas à imposição de sanções contra o país por causa da guerra na Ucrânia.

O diplomata aproveitou sua fala em audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores no Senado nesta terça (5) para apresentar a versão russa sobre a notícia dos corpos encontrados nas ruas e em valas comuns na cidade de Butcha, reconquistada pelos ucranianos no fim de semana.

O presidente Volodimir Zelenski acusou as tropas de Moscou pelas mortes, falando em genocídio e crimes de guerra. O episódio elevou a pressão internacional sobre a Rússia, fazendo com que os arredores de Kiev se tornassem novo epicentro das tensões do conflito.

O governo de Vladimir Putin nega responsabilidade sobre as mortes e disse que apresentará provas de que não esteve envolvido no caso.

Labetski disse aos senadores que tem interesse em manter o fornecimento de todos os tipos de fertilizantes para o Brasil, como também de adquirir produtos agrícolas do país, citando a carne brasileira.

"Confirmamos a nossa vontade de continuar fornecendo os fertilizantes de todos os grupos para a República Federativa do Brasil", afirmou. "Na situação atual, quando foram empreendidas as sanções ilegítimas contra nosso país, estamos abertos para trabalhar e criar os novos procedimentos necessários para a logística, que é muito importante, e novos procedimentos para o pagamento dos produtos, dos fertilizantes e dos produtos agrícolas brasileiros fornecidos para a Rússia."

O Brasil, que é o quarto maior mercado consumidor de fertilizantes, importa cerca de 85% do que usa -a Rússia é origem de 23% desse estoque. Com esse percentual de fertilizantes importados vindo justamente do Leste Europeu, o conflito na Ucrânia colocou o agronegócio em alerta devido ao risco de falta do produto.

Em diversas ocasiões nas últimas semanas, o Ministério da Agricultura destacou que o Brasil tem estoque suficiente de fertilizantes para chegar à próxima safra, que começa a ser plantada em outubro. É a partir daí que a falta dos importados — com destaque para fósforo, potássio e nitrogênio- preocupa.

Labetski também falou sobre o episódio em que forças ucranianas disseram ter encontrado cadáveres após a retirada de tropas russas da região de Kiev.

Desde a descoberta e em meio a críticas de líderes ocidentais, a Rússia vem negando as acusações de massacre, dizendo que o cenário foi uma farsa montada por radicais ucranianos para prejudicar a imagem do país.

Análise feita pelo jornal americano The New York Times com base em imagens de satélite da empresa Maxar mostrou que ao menos 11 corpos estariam nas ruas de Butcha ainda durante a ocupação russa.

"Pessoalmente não tenho confiança nenhuma nas fotos distribuídas ontem e hoje, porque o fato é que as tropas russas deixaram essa cidade no dia 30, no dia seguinte das conversações de Istambul. Os ucranianos representaram [...] depois da imprensa, The New York Times. Eu não tenho confiança no New York Times", disse.

"No Conselho de Segurança [das Nações Unidas] nosso representante disse abertamente que nós estamos prontos a apresentar as gravações que certificam que no momento da saída dos russos de Butcha não havia nada do que foi filmado. Isso não é a primeira tentativa de apresentar alguma coisa inventada pelos ultranacionalistas e estou convencido que isso será provado."

Volodimir Zelenski visitou a cidade na manhã desta segunda (4), cercado de seguranças e com um colete à prova de balas. A jornalistas disse que o cenário é de crimes de guerra, que devem "ser reconhecidos pelo mundo como um genocídio". 

Para o presidente ucraniano, o caso também se torna um obstáculo para as negociações de paz, marcadas por uma série de encontros presenciais e virtuais pouco frutíferos.

A descoberta dos corpos elevou a pressão internacional sobre Moscou, com acusações de crimes de guerra e pedidos de investigação. Nesta segunda, a União Europeia anunciou a abertura de um inquérito, em conjunto com a Ucrânia, para apurar as circunstâncias do cenário visto em Butcha.

A guerra na Ucrânia já passa dos 40 dias. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a invasão em 24 de fevereiro, dando início à crise militar mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

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