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Ocultação de bens

Ciro Nogueira omitiu sociedade de três empresas à Justiça Eleitoral, diz site

Atual ministro-chefe da Casa Civil não citou as companhias na declaração de bens quando foi candidato a senador.

O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI). (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), omitiu ao menos três empresas das quais é sócio na declaração de bens à Justiça Eleitoral durante as eleições de 2018. Na ocasião, ele foi eleito senador pelo estado do Piauí. As informações são do portal Metrópoles.

As três empresas são JJE Agenciamento de Seguros e de Serviços LTDA., Speed Marketing e Comunicações e Speed Produtora. Juntas, elas têm capital social no valor de R$ 135 mil.

O Metrópoles cruzou informações da declaração de bens de Ciro, então candidato a senador, com as presentes na Junta Comercial do Piauí, onde ficam as empresas. De acordo com especialistas em direito eleitoral ouvidos pelo portal, o ministro pode ser acusado pelos crimes de ocultação de bens e/ou falsidade ideológica.

Além das três empresas, também ficaram de fora da declaração de Ciro 12 filiais da CN Motos. Advogados divergem se essa questão é ilegal, já que a matriz da empresa consta na declaração.

Procurado pelo Metrópoles, Ciro disse que a Speed Marketing e a Speed Produtora foram "desativadas há vários anos" e que o "corpo de funcionários foi transferido para a matriz da CN Motos". 

"O processo de extinção está em andamento junto aos órgãos competentes, razão pela qual não foram declaradas ao TSE", continuou o ministro. A respeito das filiais da CN Motos, Ciro alega que a legislação não exige a declaração. Ele não se manifestou a respeito da JJE Agenciamento de Seguros e de Serviços.

Empresas continuam ativas

Ao contrário do que declarou o ministro, o Metrópoles verificou que as empresas Speed Marketing e Speed Produtora continuam ativas na Junta Comercial. No endereço declarado, ambas têm a mesma localização que uma das filiais da CN Motos.

Em junho deste ano, a administração das duas empresas passou para Maria Eduarda Portela Nogueira Lima, de 24 anos, filha de Ciro com Iracema Portella (PP-PI), deputada federal e ex-esposa do ministro, que assina o ato. Em 2018, Iracema também não declarou ao TSE ser sócia das empresas.

Antes, a administração era feita pela mãe de Ciro, Eliane e Silva Nogueira Lima (PP-PI). Atualmente, ela é senadora, já que assumiu o lugar do filho quando o presidente Jair Bolsonaro o chamou para a Casa Civil. 

De acordo com os documentos da Junta Comercial, Ciro detém 94% das quotas de casa uma das empresas.

Já a JJE Agenciamento de Seguros é administrada por Judas Tadeu de Morais Matos. Além de Ciro, Júlio Arcoverde (PP), deputado estadual do Piauí e ex-diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) durante o governo Dilma Rousseff, também é sócio. Ele, porém, declarou a sociedade ao TSE quando se candidatou a deputado.

Segundo a Junta Comercial, a companhia continua ativa, mas a última atualização foi feita em setembro de 2007, quando a administração da empresa passou para Judas. Cada um dos três sócios têm participação capital de 33,3%.

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