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'Que seja 1%', diz Bolsonaro ao voltar a falar em reajuste de servidores em ano eleitoral

Bolsonaro disse que isso seria feito sem estourar o teto de gastos -que agora funciona com um novo cálculo, após mudança feita pelo governo, para abrir espaço para mais gastos.

Bolsonaro passou a contar com parte desses recursos para pagar o reajuste dos servidores, mas o espaço orçamentário é curto. (Foto: Reprodução)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a falar, nesta quarta-feira (8), em conceder reajuste para os servidores em ano eleitoral.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Bolsonaro disse que isso seria feito sem estourar o teto de gastos -que agora funciona com um novo cálculo, após mudança feita pelo governo, para abrir espaço para mais gastos.

"Teria [que ser reajuste de] 3%, 4%, 5%, 2%... Que seja 1%. Essa é a ideia. Porque nós estamos completando aí no meu governo três anos sem reajuste. Agora, o reajuste não é para recompor toda a inflação, porque não temos espaço para isso", disse Bolsonaro.

O presidente havia sido questionado sobre "declarações interpretadas pelo mercado de forma ruim", e um dos exemplos citados foi o anúncio do possível reajuste.

Em Dubai, no mês passado, Bolsonaro fez a promessa do reajuste e, na ocasião, disse que seria para todos os servidores.

Na época, contudo, como mostrou a Folha, havia entendimento no Planalto de que seria difícil conceder reajuste salarial para todas as categorias num patamar tão baixo quanto 1%, por exemplo.

Assim, passaram a estudar patamares maiores para algumas categorias. A pedido do presidente, os policiais não poderiam ficar de fora. Eles fazem parte da base eleitoral.

Após acordo fechado de véspera pelo fatiamento da proposta, a PEC dos Precatórios foi promulgada nesta quarta-feira (8) pelo Congresso. O texto é a aposta do governo para pagar Auxílio Brasil de R$ 400 para 17 milhões de famílias até dezembro de 2022.

O texto, contudo, só garante parte do espaço no orçamento para garantir uma folga de R$ 62,2 bilhões ano ano que vem. Ainda faltam R$ 48,6 bilhões que dependerão da aprovação de outra PEC nas duas Casas.

Bolsonaro passou a contar com parte desses recursos para pagar o reajuste dos servidores, mas o espaço orçamentário é curto.

Na entrevista desta quarta-feira (8), ele citou que o governador do Rio, seu aliado, Claudio Castro, prometeu reajuste de cerca de 10% ao funcionalismo estadual a partir de fevereiro do ano que vem -que, o próprio Bolsonaro pontuou, é ano eleitoral.

"Eu falei com o [Paulo] Guedes na possibilidade de dar um reajuste. Que reajuste é esse? Eu ja vi la o governador do Rio já anunciou 10% pros servidores. Politicamente, é bacana, né. Tem eleição no ano que vem. O servidor [em] grande parte merece isso. Agora, do nosso lado aqui, [o reajuste] não chegaria a isso", afirmou.


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