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Visita histórica

Papa celebra missa ao ar livre para milhares de fiéis em Abu Dhabi

Quase 170 mil pessoas assistiam à missa dentro e fora do estádio Zayed Sports City - público considerado recorde pela organização do evento.

A missa organizada no maior estádio do país foi uma exceção. (Foto: Giuseppe Cacace / AFP)

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O Papa Francisco celebrou uma missa ao ar livre diante de milhares de fiéis em um estádio de Abu Dhabi nesta terça-feira (5), no último dia de sua histórica visita aos Emirados Árabes Unidos. Essa é a primeira vez que um pontífice visita a Península Arábica.

Quase 170 mil pessoas assistiam à missa dentro e fora do estádio Zayed Sports City - público considerado recorde pela organização do evento. O papa chegou em um carro conversível e acenou para a multidão. Mais de 2.000 ônibus transportaram gratuitamente os fiéis de todo o país até o estádio, onde um grande crucifixo foi colocado sobre o altar improvisado.

A missa organizada no maior estádio do país foi uma exceção. As celebrações públicas cristãs são proibidas nos Emirados Árabes, que tem o islã como religião oficial.

Excepcionalmente, Francisco celebrou a missa em inglês, porém a homilia foi feita em italiano e traduzida por alto-falante ao árabe. 

"Com certeza não é fácil, para vocês, viver longe de casa e talvez sentir, além da falta das afeições mais queridas, a incerteza do futuro", disse o papa para um público composto majoritariamente por estrangeiros.

"Vocês formam um coro que engloba uma variedade de nações, línguas e ritos", destacou, falando da "jubilosa polifonia da fé" que a Igreja constrói.

"Estou tão contente de estar aqui. É um presente, já que não podemos viajar ao Vaticano", disse Severine Mounis, de 49 anos, indiana residente em Dubai há 10 anos.

Primeira viagem à Península Arábica

O papa chegou no domingo (3) a Abu Dhabi. No início da visita, o papa participou de uma cerimônia militar: caças sobrevoaram o gigantesco palácio presidencial, liberando uma fumaça amarela e branca, cores da bandeira do Vaticano.

Na segunda-feira (4), o Papa Francisco teve um encontro com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Mohammed bin Zayed al-Nahyan, homem forte do reino, que se orgulha da "coexistência pacífica" entre as religiões em seu país.

Ele também participou de um encontro internacional inter-religioso e se reuniu com com o grande imã sunita de Al-Azhar, o xeque Ahmed al-Tayeb, que preside o "Conselho Muçulmano dos Anciãos" -- fundação que promove a paz. Após o encontro, o papa afirmou em discurso que "não há violência que possa ser religiosamente justificada".

O papa jesuíta insistiu sobre a necessidade de "liberdade religiosa", que deve ir além da simples liberdade de culto. Pediu a todo o Oriente Médio "o mesmo direito à cidadania" para as pessoas das diferentes religiões.

Católicos nos Emirados Árabes

Os países localizados Península Arábica, como os Emirados Árabes Unidos, têm o islamismo como religião oficial.

Depois de declarar 2019 "Ano da Tolerância", o papa escolheu os Emirados Árabes como destino, porque o governo se orgulha de ter uma população de mais de 85% de expatriados de todas as nacionalidades e religiões.

Cerca de um milhão de católicos vivem no país, o que equivale a cerca de 10% de sua população. Praticamente todos os católicos que vivem lá são trabalhadores estrangeiros - em sua maioria imigrantes asiáticos vindos das Filipinas e da Índia, segundo descrição da Santa Sé.

A presença de locais de culto cristãos frequentados por estrangeiros nos Emirados Árabes é tolerada, na condição que estes sejam discretos e evitem o proselitismo. As celebrações públicas, porém, são proibidas.

Iêmen

No entanto, o país é criticado por ONGs por sua intervenção militar no Iêmen desde 2015, ao lado da Arábia Saudita, para conter os rebeldes huthis.

Antes de chegar em Abu Dhabi, o papa pediu aos países que atuam no conflito no Iêmen que "promovam de maneira urgente o respeito aos acordos estabelecidos". O país enfrenta a pior crise humanitária do planeta da atualidade.

As Nações Unidas estão tentando implementar um cessar-fogo no porto de Hodeidah, o principal do Iêmen, que é essencial para a entrega de ajuda internacional. A trégua pode abrir caminho para negociações de paz.

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