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Vaticano diz apoiar vacinação em meio à disparada de casos pela ômicron

A intervenção ocorre num momento em que diversos países voltam a impor restrições com o objetivo de conter a disparada de infecções causadas pela variante ômicron.

6.dez.2021 - Papa Francisco discursa em Atenas, Grécia. (Foto: Thanassis Stavrakis/AFP)

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BRASÍLIA, DF (UOL/FOLHAPRESS) — A Santa Sé emitiu nesta quarta-feira (22) um comunicado em que reitera a posição pró-vacina do Papa Francisco. A intervenção ocorre num momento em que diversos países voltam a impor restrições com o objetivo de conter a disparada de infecções causadas pela variante ômicron.

"O Santo Papa definiu a vacinação como 'um ato de amor', uma vez que visa a proteção das pessoas contra a covid-19. Além disso, ele reiterou recentemente a necessidade de a comunidade internacional intensificar ainda mais seus esforços de cooperação para que todos tenham acesso rápido às vacinas, não por uma questão de conveniência, mas de justiça ".

A declaração do Vaticano não tocou no debate sobre a vacinação obrigatória. A Itália tem servido de espaço para diversos protestos em resposta à decisão do governo de tornar o passaporte vacinal obrigatório para trabalhadores.

Antes, o Vaticano havia abordado a vacinação em dezembro de 2020, quando a Congregação para a Doutrina da Fé afirmou em sua que "a vacinação não é, via de regra, uma obrigação moral e que, portanto, deve ser voluntário". Hoje, após a publicação de novos documentos da Comissão sobre Covid-19 do Vaticano e da Pontifícia Academia para a Vida o Vaticano disse, em nota, que "parece oportuno afirmar a posição da Santa Sé a favor das vacinas".

A congregação acrescentou que os católicos que, por motivos de consciência, recusam vacinas produzidas com linhagens celulares de fetos abortados, "devem fazer o possível para evitar, por outros meios profiláticos e comportamentos adequados, se tornarem veículos de transmissão do agente infeccioso".

'VACINA: ATO DE AMOR', DIZ FRANCISCO

O Papa Francisco e altos funcionários do Vaticano têm repetidamente instado os católicos a serem vacinados contra o vírus ao longo de 2021 e pediram uma distribuição global das vacinas.

O Vaticano começou a administrar doses da vacina Pfizer-BioNTech em janeiro e confirmou no início do ano que o Papa Francisco e o Papa emérito Bento XVI receberam a segunda dose da vacina. A terceira dose começou a ser administrada em outubro.

O Papa Francisco participou de uma campanha em que declarava apoio à vacinação. "Obter as vacinas autorizadas pelas respetivas autoridades é um ato de amor. Rezo a Deus para que cada um de nós possa fazer seu próprio pequeno gesto de amor, por menor que seja, o amor é sempre grande", dizia Francisco no comunicado divulgado em agosto em colaboração com o Conselho de Publicidade.

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