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Ministério da Saúde diz que clínicas particulares devem seguir plano nacional de vacinação contra Covid

Uma comitiva formada por representantes de clínicas particulares de vacinação embarcaria nesta segunda-feira (4) para a Índia para negociar a compra dessas doses.

"Os grupos prioritários, propostos pelo Ministério da Saúde em parceria com Conass e Conasems, devem, a princípio, ser obedecidos mesmo que haja integração de clínicas particulares de vacinação ao processo de imunização", disse em nota. (Foto: Reprodução)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — Após a ABCVac (Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas) anunciar que está negociando 5 milhões de doses da vacina indiana conta a Covid-19, chamada Covaxin, o Ministério da Saúde disse que as clínicas particulares devem seguir a ordem dos grupos prioritários, como consta no plano nacional de imunização.

"Os grupos prioritários, propostos pelo Ministério da Saúde em parceria com Conass e Conasems, devem, a princípio, ser obedecidos mesmo que haja integração de clínicas particulares de vacinação ao processo de imunização", disse em nota.

Uma comitiva formada por representantes de clínicas particulares de vacinação embarcaria nesta segunda-feira (4) para a Índia para negociar a compra dessas doses.

A comitiva, que só deve retornar ao Brasil no dia 10, irá vistoriar o produtor da vacinas para saber qual a capacidade de fornecimento.

O Ministério da Saúde esclareceu ainda que na eventualidade da integração de clínicas particulares de vacinação ao plano nacional, é preciso observar que o registro da aplicação do imunizante precisaria ser feito junto à Rede Nacional de Dados de Saúde e à caderneta digital de vacinação.

Esta rastreabilidade possibilita identificar quem tomou a vacina e em qual data, além de precisar o laboratório e o lote do imunizante, possibilitando a aplicação de uma segunda dose no prazo correto.

Além disso, a médio e longo prazo, a rastreabilidade possibilitará identificar os efeitos decorrentes de cada vacina, permitindo a identificação de possíveis efeitos adversos de diferentes vacinas dos variados grupos.

De acordo com o presidente da ABCVac, Geraldo Barbosa, a negociação se dá com o laboratório indiano Bharat Biotech. Neste domingo (3), as autoridades do país asiático aprovaram o uso emergencial da vacina, que está na fase três de testes (quando a eficácia precisa ser comprovada).

A comercialização de vacinas depende de autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Barbosa, disse que a expectativa é que o resultado dessa fase seja divulgado ainda em janeiro, o que levaria o laboratório a entrar com o pedido de registro na Anvisa em fevereiro.

"A ideia é conhecer se a capacidade de fornecimento existe e se não vai gerar uma expectativa frustrada no futuro", afirmou. "Mas, segundo as tratativas, teremos uma vacina na rede privada em 2021, com certeza", disse em declaração à Globonews no domingo (3).

No início de dezembro, Barbosa já havia dito que havia a expectativa de que as clínicas particulares poderiam começar a fornecer vacinas no segundo semestre. "A gente está brigando para ter um pouco a mais que as 5 milhões de doses ofertadas inicialmente", disse.

O presidente da associação disse que a compra não inclui seringas e agulhas. Segundo a ABCVac, a vacina já foi aplicada em 26 mil voluntários de 22 localidades na Índia. Foram duas doses, com intervalo de duas semanas entre elas, sem eventos adversos graves relacionados a ela.

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