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Star+, novo streaming da Disney, chega ao Brasil mais caro que a concorrência

O Star+ chega ao público nesta terça-feira (31) com a aposta de agradar fãs nostálgicos, além de entusiastas de esportes, com a exibição ao vivo de conteúdos da ESPN.

Criado pela Disney, o serviço é mais uma aposta do Mickey no país — ousada, pode-se dizer, considerando o preço da assinatura, de R$ 32,90 mensais, que só não ultrapassa os R$ 37,90 cobrados pelo Telecine. (Foto: Reprodução)

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RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) — Um dos últimos grandes serviços de streaming internacionais a ser lançado no Brasil, o Star+ chega ao público nesta terça-feira (31) com a aposta de agradar fãs nostálgicos, além de entusiastas de esportes, com a exibição ao vivo de conteúdos da ESPN.

Criado pela Disney, o serviço é mais uma aposta do Mickey no país — ousada, pode-se dizer, considerando o preço da assinatura, de R$ 32,90 mensais, que só não ultrapassa os R$ 37,90 cobrados pelo Telecine.

Na maior parte do mundo, o Star+ funciona como uma aba dentro do Disney+ -nesses países, a plataforma passou recentemente por um reajuste de valor. Na América Latina, porém, o serviço será independente, com um aplicativo à parte.

Extensa, a programação esportiva vai do futebol ao golfe, com a transmissão de campeonatos e ligas como a Libertadores da América, a NBA e a NHL. Já o catálogo —com número de títulos não revelado, como de praxe entre os streamings —, recicla filmes e seriados que fizeram sucesso em décadas passadas.

É o caso de "The Walking Dead", que tradicionalmente estreava na Fox. Sua última temporada foi lançada no exterior em 22 de agosto e, agora, para o público brasileiro, só estará disponível no Star+.

Outros exemplos são "Prison Break" e "Lost", que fizeram sucesso na TV Globo nos anos 2000 e apresentaram muitos brasileiros aos seriados, além das comédias "Modern Family" e "How I Met Your Mother" e das animações "Os Simpsons" e "Futurama", que começaram na década de 1990 e se estenderam até a atualidade.

Já entre os filmes, os destaques são "Bohemian Rhapsody", que narra a trajetória de Freddie Mercury, vocalista do Queen, "Logan", sobre o X-Men Wolverine, "O Diabo Veste Prada" e franquias como "Deadpool", "O Planeta dos Macacos" e "Busca Implacável".

A maioria dos títulos foi produzida pela Fox, comprada pela Disney, e não veio para o Brasil com o Disney+, que acumula produções da Pixar, da Marvel, de "Star Wars" e da National Geographic.

O streaming aposta ainda em originais do Hulu, um serviço que só existe nos Estados Unidos, dono de produções consagradas, como a série "O Conto da Aia" — hoje exibida pela Globoplay e pela Paramount+ no Brasil. Ela, assim como outras produções do Hulu com direitos de distribuição brasileiros comprados pela concorrência, não fará parte do catálogo do Star+ neste início — mas deve ser mudar para lá em definitivo no futuro.

"Os conteúdos do Hulu vão para o Star+, mas há contratos pré-existentes, para certas produções, que as mantêm em outras plataformas. Assim que os contratos forem finalizados, a longo prazo, tudo vai para o Star+", explica o diretor-geral da Disney no Brasil, Hernán Estrada.

O executivo afirma ainda que produções nacionais devem ser um forte do Star+. Ele não revela a quantidade de projetos brasileiros, mas diz que há 66 produções em andamento na América Latina — entre elas, uma sobre o fim da escravidão no Brasil e outra sobre Maria Bonita.

Os destaques nacionais que estreiam simultaneamente ao início das operações do streaming é "O Rei da TV", sobre a trajetória de Silvio Santos, e "Insânia", que acompanha uma policial internada numa clínica psiquiátrica misteriosa.

"A indústria de streamings explodiu. Está todo mundo entrando com propostas agressivas", diz Estrada. "Eu imagino as pessoas pensando no que vale assinar. A diferença é a qualidade das histórias. Preço baixo e marketing agressivo não vão ser suficientes. Por isso, acreditamos nas histórias."

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