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Parque das cataratas do Iguaçu passa a ter gestão privada

No contrato, estão previstas a construção de um teleférico, novas trilhas, opções de imersão ambiental e práticas esportivas.

vista aérea das Cataratas do Iguaçu Imagem das Cataratas do Iguaçu, no Paraná, em cena de 2021 - (Foto: Alan Santos-7.abr.2021/PR)

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CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) — A nova gestão do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), que foi arrematada em leilão pelo Consórcio Novo PNI na terça-feira (22), vai começar a atuar a partir do início de dezembro. O ingresso para as cataratas e outras atrações valerá, no primeiro ano de contrato, R$ 80 para estrangeiros, R$ 72 para brasileiros em geral e moradores de países do Mercosul e R$ 16 para moradores de cidades vizinhas.

O principal atrativo do local são as cataratas do Iguaçu, eleitas uma das sete maravilhas da natureza, em 2011. Pelo contrato, o preço máximo de R$ 80 poderá ter acréscimo de R$ 10 a cada ano, podendo chegar, portanto, a R$ 120 após quatro anos da concessão, mais a variação do IPCA.

Os demais ingressos, para brasileiros e moradores do entorno, terão reajuste equivalente.

Atualmente, a entrada para brasileiros custa R$ 63, sendo R$ 20 para quem vem de cidades do entorno. Turistas do Mercosul pagam R$ 85 e demais estrangeiros, R$ 107.

No contrato, estão previstas a construção de um teleférico, novas trilhas, opções de imersão ambiental e práticas esportivas.

A concessão para a iniciativa privada pelo governo Jair Bolsonaro faz parte do PND (Programa Nacional de Desestatização), que inclui também os parques de Jericoacoara (Ceará) e dos Lençóis Maranhenses (Maranhão).

Durante o governo Bolsonaro, já passaram também à iniciativa privada outros parques na região Sul, como os da Serra Geral, em Praia Grande (SC), e de Aparados da Serra, em Cambará do Sul (RS).

O lance vitorioso para Iguaçu foi de R$ 375 milhões, o que representa um ágio de 349,45% em relação ao previsto no edital, e garante a concessão do local por 30 anos.

Entre as novidades para a próxima gestão está a de integrar serviços turísticos, que antes eram explorados por empresas diferentes, e investimentos na pesquisa e educação ambiental. Também estão previstas ações de geração de renda para beneficiar famílias de 13 municípios que abrigam o parque.

O contrato prevê investimentos de R$ 500 milhões pelos próximos anos. As mudanças começam a valer só em dezembro, já que o contrato atual vigora até 30 de novembro.

O consórcio é formado por duas grandes empresas do ramo de atrativos naturais: o Grupo Cataratas, que já explorava parte das atividades no parque desde 1999, e pela construtora Construcap.

A primeira também é responsável pelo Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE) e pelo transporte até o Corcovado no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, entre outros atrativos.

Já a Construcap é a responsável pela gestão do parque Ibirapuera, em São Paulo, desde 2020, concedida pela prefeitura.

"Estamos vendo com bons olhos. Quem ganhou, além de ser empresa local, já atuava na concessão, o que facilita o diálogo, as negociações, o monitoramento e a cobrança", diz a bióloga Luciana Ribeiro, coordenadora-geral do OBEAMV (Observatório Educador Ambiental Moema Viezzer), ligado à Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), com sede em Foz.

A bióloga diz que todas as obras de infraestrutura estão ainda sujeitas a licenciamento ambiental específico, e que o ICMBio continua responsável pelas ações de fiscalização, pesquisa e educação ambiental.

"A concessão permite explorar o turismo em algumas áreas, e o contrato foi aperfeiçoado, com mais compromisso com o funcionamento do parque como unidade de conservação", opina.

Na visão de Ribeiro, o contrato é mais rigoroso que o anterior e inova ao destinar 6% da receita para investimentos para pesquisa, voluntariado e geração de renda no entorno.

"A entrada do parque fica em Foz, mas ele envolve outros 13 municípios que se sentiam excluídos dos benefícios diretos do turismo. Ainda há muita caça, pesca, invasões de áreas. O investimento em geração de renda sustentável no entorno faz uma diferença enorme, ganha o apoio da comunidade", acrescenta.

A concessão anterior originalmente venceria no fim de 2020, mas foi prorrogada em um contexto de suspensão das atividades turísticas, por conta da pandemia. A minuta do novo edital então circulou por um conselho gestor do Parque Nacional e depois ficou meses em consulta pública para a comunidade.

Um dos pontos modificados após essa consulta pública foi o valor do ingresso, diz o presidente do Iguassu Convention & Visitors Bureau, Felipe Gonzalez.

Em maio de 2021, a entidade apontou que poderia haver reajuste de até 600%. Pelo novo contrato, porém, o valor do ingresso não pode passar de R$ 80 no primeiro ano. Também há outras regras para moradores do entorno, do Brasil e do Mercosul, além da criação de pacotes e preços diferenciados na baixa e na alta temporadas.

Gonzalez também se diz otimista com a nova concessão. Para ele, o desafio agora será fomentar o turismo nacional e internacional, em um contexto de alta no preço das passagens aéreas por conta da crise do petróleo.

Segundo o CEO do Grupo Cataratas, Pablo Mórbis, uma das metas é aumentar a integração do parque, ofertando maior número de trilhas, inclusive para a prática de atividades esportivas.

"Com essa vitória o Grupo Cataratas se consolida como participante dos atrativos turísticos dos principais parques brasileiros e continuamos com o radar ligado para todas as oportunidades", afirma.

O Parque Nacional do Iguaçu, criado em 1939, tem cerca de 200 mil hectares e é a maior reserva remanescente de mata atlântica da região.

No ano passado, ainda sob efeito do distanciamento social pela pandemia de coronavírus, o parque recebeu 655 mil visitantes, bem abaixo do recorde de 2019, 2 milhões de turistas.

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