Novidade que vem por aí

A Rede Click vai trazer muitas novidades. Você vai poder enviar notícias através do VCnoClick, anunciar gratuitamente seus produtos e serviços no Click Classificados e concorrer a prêmios com o Click Vantagens.

Deixe seu contato e seja um dos primeiros a ser avisado quando a Rede Click entrar no ar!

Por favor insira um e-mail válido
Contato registrado com sucesso!

Saúde

Editoria sobre Saúde ir para editoria →

Teste reprova 5 shakes para emagrecer

Segundo a entidade, a quantidade de nutrientes dos produtos (carboidratos, proteínas e gordura), avaliada em laboratório, não é balanceada. Por isso, diz a Prot

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste) reprovou a qualidade nutricional dos cinco shakes mais vendidos no mercado – os produtos são usados em dietas e programas de emagrecimento.

Segundo a entidade, a quantidade de nutrientes dos produtos (carboidratos, proteínas e gordura), avaliada em laboratório, não é balanceada. Por isso, diz a Proteste, não seria adequado substituir uma ou mais refeições pelo shake, conforme o sugerido pelos fabricantes, pois sobram ou faltam os pilares da boa alimentação, o que coloca a saúde em risco.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os fabricantes dos shakes questionam a pesquisa da Proteste. Alegam que falta embasamento científico para as declarações, já que a própria associação dos consumidores afirma que os produtos estão dentro das normas sanitárias, em vigor desde 1998.

Em meio ao cabo de guerra entre Proteste, Anvisa e fabricantes de shakes estão os consumidores que, ao avistar as embalagens nas prateleiras de farmácias e supermercados, acreditam encontrar fórmulas eficientes e seguras para perder peso.

Consultados, os especialistas dão ganho de causa para os hábitos saudáveis. Orientam que, na dúvida sobre quais maneiras ideais escolher para entrar em forma, é sempre melhor recorrer ao cardápio natural e balanceado, atividades físicas e acompanhamento especializado em vez de produtos industrializados para substituir refeições.

As orientações

O consenso entre a associação que defende os consumidores, a agência que regula as normas sanitárias e os especialistas em nutrição é que os shakes jamais devem virar opções de cardápio sem o aval – e acompanhamento – de algum nutricionista ou médico.

A Anvisa, por exemplo, diz que quando as bebidas são utilizadas como substitutas do café da manhã, almoço ou jantar a própria legislação reforça que “isso somente pode ser feito sob orientação de nutricionista ou médico”. Maria Inês Dolci, presidente da Proteste, já é mais enfática e contraindica o consumo deste tipo de produto em qualquer situação.

“Percebemos que não é um produto ideal e recomendável para ser consumido com frequência. Os aspectos nutricionais não são positivos e é sabido que uma dieta desbalanceada acarreta problemas sérios de saúde, como desnutrição e problemas hepáticos”, alega a presidente da associação brasileira de defesa dos direitos dos consumidores.

Os nutricionistas, por sua vez, tendem a optar por um programa de redução de peso que não seja baseado na troca do almoço por um shake. O Conselho Regional de Nutrição responsável pela área de São Paulo e algumas cidades de Minas Gerais emitiu um parecer técnico sobre o assunto em 2006. Nele, a recomendação de alimentos para emagrecer, categoria dos shakes, deve ser uma “recomendação para curto prazo, com acompanhamento constante do profissional, além de avaliação nutricional constante”.

Fernanda Vaz, professora e nutricionista clínica do Conselho Regional de Nutrição responsável pelas áreas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, informa que a qualidade nutricional dos shakes não é suficiente para substituir refeições e, sim, um lanche da tarde por exemplo.

“Sempre digo aos pacientes que os custos dos produtos são muito altos e, nutricionalmente, não compensam a substituição de uma alimentação balanceada”, diz Fernanda. “Reforço que os hábitos saudáveis são melhores do que estes produtos, pensando nos resultados para emagrecer”, completa a especialista.

A lista de doenças creditadas à alimentação com defasagem nutricional é extensa, formada por osteoporose, um dos inimigos das mulheres, e também por alguns tipos de câncer, conforme já alertou o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Os shakes, vale lembrar, não podem ser apontados como vilões exclusivos do cardápio ruim do brasileiro. O próprio Ministério da Saúde, em levantamento feito sobre os fatores de risco da população, identificou que 80% não comem a quantidade ideal de frutas e verduras e que 20% bebem refrigerante mais do que cinco vezes por semana. A obesidade e o peso em desacordo, por consequência, somam cerca de 30% entre os brasileiros, mapeou a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade.

Os resultados da pesquisa

Shake BioSlim 

Problemas identificados: carboidratos e proteínas acima do valor ideal e gorduras abaixo do valor ideal
Resposta do fabricante: todos os produtos da linha Bioslim Shake Diet estão rigorosamente de acordo com a legislação brasileira. No documento divulgado pela Proteste, a instituição afirma que relacionou o produto Bioslim Shake Diet a estudos científicos. Porém, não cita todos os critérios da análise.

Diet Shake 

Problemas identificados: carboidratos e proteínas acima do valor ideal e gorduras abaixo do valor ideal
Resposta do fabricante: não respondeu até a publicação da reportagem.

Diet Way 

Problemas identificados: carboidratos e proteínas acima do valor ideal e gorduras abaixo do valor ideal
Resposta do fabricante: não respondeu até a publicação da reportagem.

Herbalife 

Problemas identificados: proteínas acima e gordura abaixo do valor ideal
Resposta do fabricante: a empresa não reconhece a pesquisa por desconhecer a metodologia e os critérios de pesquisa e avaliação do órgão. Todos os produtos foram submetidos ao rigoroso processo de aprovação da ANVISA.

In Natura 

Problemas identificados: proteínas acima e gorduras abaixo do valor ideal
Resposta do fabricante: a engenheira de alimentos responsável pela área técnica da empresa diz que todas as normas da ANVISA são seguidas, que o produto é seguro para substituir refeições e que as críticas da Proteste são “avaliações pessoais” da entidade.

Comentários ()

Comentar

Destaque

ir para editoria →

Paraíba já tem 425 casos suspeitos de microcefalia

Seis vacinas sofrerão alterações em 2016

Farmácias têm dificuldade para repor estoques de repelentes em JP

Confira esquema de fim de ano nas unidades de saúde da Paraíba