Política

‘Pai’ da Lei da Ficha Limpa comemora decisão do TSE que cassou mandato de Deltan Dallagnol: “acertadíssima”

A decisão foi do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que indeferiu na última terça-feira (16), o registro de candidatura do parlamentar. Pela decisão, os votos recebidos por Deltan serão destinados ao seu partido.

'Pai' da Lei da Ficha Limpa comemora decisão do TSE que cassou mandato de Deltan Dallagnol: "acertadíssima"

"Nós comemoramos a decisão como uma forte vitória para a lei de ficha limpa, ao passo que foi mostrado que pessoas que detém o poder também podem se tornar sim inelegível", destacou como acompanhou o ClickPB. — Foto:reprodução

Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta quarta-feira (17), o juiz de Direito Marlon Reis, considerado ‘pai’ da Lei da Ficha Limpa, por ter atuado na redação e na mobilização que levou à aprovação do proposta por meio de iniciativa popular, comemorou a cassação do deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR). Ainda cabe recurso da decisão.

A decisão foi do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que indeferiu na última terça-feira (16), o registro de candidatura do parlamentar.  Pela decisão, os votos recebidos por Deltan serão destinados ao seu partido.

“Nós comemoramos a decisão como uma forte vitória para a lei de ficha limpa, ao passo que foi mostrado que pessoas que detém o poder também podem se tornar sim inelegível”, destacou como acompanhou o ClickPB.

Reis avaliou que a decisão foi acertada e que deve servir de exemplo para quem tentar burlar a lei, que foi promulgada em 2010 pelo Governo Federal, depois de longa tramitação. Segundo ele, o objetivo principal da Ficha Limpa é tornar inelegível candidatos já julgados e condenados por órgão judicial colegiado (o que corresponde à segunda instância), mesmo que ainda tivesse direito a recursos.

Dallagnol é ex-procurador do Ministério Público Federal e foi o responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, que acabou por prender uma série de políticos brasileiros, estando entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prisão que foi alvo de uma série de denúncias que colocavam em dúvida a lisura da operação e um possível conluio entre o MPF e a Justiça Federal, responsável pelos julgamentos dos casos.

Alvo de ações, Dallagnol pediu exoneração do cargo em 2021 alegando que fazia isso para poder concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, mas o Tribunal Superior Eleitoral entendeu que essa foi uma manobra para fugir das investigações e dos julgamentos contra ele, que poderiam resultar em condenações que o tornariam inelegíveis.

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