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‘Atuação do PGR não deve ser mensurada por proselitismos ideológicos ou embates políticos’, diz Aras em sabatina

Aras disse que optou por uma atuação mais discreta e técnica, não contribuindo para acirrar os ânimos em um momento de polarização política.

'Atuação do PGR não deve ser mensurada por proselitismos ideológicos ou embates políticos', diz Aras em sabatina

Aras também rebateu a crítica de não se posicionar em momentos delicados da vida política. — Foto:Reprodução

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — Durante a fala inicial da sabatina para a sua recondução ao cargo, o procurador-geral da República, Augusto Aras, criticou a operação Lava Jato, a imprensa e afirmou que pautou sua atuação pela independência e parcimônia.

Alinhado a Jair Bolsonaro e apontado como excessivamente leniente em relação aos atos do presidente da República, Aras disse que optou por uma atuação mais discreta e técnica, não contribuindo para acirrar os ânimos em um momento de polarização política.

“Acredito que a eficiência na atuação do PGR não deve ser mensurada por proselitismos ideológicos, operações policiais espetaculosas ou embates na arena política”, disse o procurador-geral.

Aras não citou em sua fala inicial as críticas de proximidade com o Palácio do Planalto. Buscou mostrar a independência ao afirmar que analisou criteriosamente todas as denúncias-crime que chegaram à PGR e que deu prosseguimento após esse processo, quando era o caso.

O procurador-geral também criticou as operações “espetaculosas” e defendeu a sua medida de centralizar os dados reunidos pelas procuradorias ligadas à Operação Lava Jato, o que muitos críticos apontaram como o golpe mais duro na operação. 

“O modelo das forças tarefas, com pessoalização, culminou em uma série de irregularidades, tais como os episódios revelados pela na Vaza Jato, a frustrada gestão de vultosas quantias arrecadadas em acordo de colaboração e acordos de leniência, por meio de fundos não previstos em lei”, afirmou.

Aras também rebateu a crítica de não se posicionar em momentos delicados da vida política. “É dever dos membros do ministério público, mesmo com a liberdade de expressão que toque o exercício de sua atividade finalística não buscar os holofotes e nem buscar manifestar opinião pública”.

Nesse momento, afirmou que parte da imprensa “abraça o jornalismo descomprometido com a credibilidade das fontes e descuidado em conferir a veracidade das premissas”.

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