Mistério

Onde está Sophia? desaparecimento em Bananeiras completa seis dias; confira o que já se sabe até o momento

O desaparecimento chamou a atenção da população paraibana e das autoridades policiais do estado, que desde a semana passada vem intensificando as buscas na região do distrito de Roma.

Ana Sophia; Bananeiras; desparecimento, um ano

Ana Sophia (Foto: Reprodução)

Ainda é um mistério o caso da menina Ana Sophia Gomes dos Santos, que sumiu há seis dias, no município de Bananeiras. O desaparecimento chamou a atenção da população paraibana e das autoridades policiais do estado, que desde a semana passada vem intensificando as buscas na região do distrito de Roma, onde a menina mora e teria desaparecido quando voltava para casa após brincar na casa de uma amiga.

O dia do desaparecimento

Ana Sophia Gomes dos Santos, de oito anos, desapareceu no caminho de casa, quando voltava da casa de uma amiga, na tarde da última terça-feira (04), no distrito de Roma, município de Bananeiras. 

Câmeras de circuito de segurança de um estabelecimento comercial registraram o momento em que Sophia caminha na volta para casa antes de desaparecer. Na imagem a menina aparece usando um vestido azul com estampa de flores amarelas e um laço vermelho na cabeça. Foi a última vez que a menina foi vista. 

Nas redes sociais, a foto da menina foi compartilhada pelo Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca) da cidade de Bananeiras. O caso chamou a atenção da população local e mobilizou a imprensa na busca pelo paradeiro da menina.

Primeiro dia de buscas 

Na quarta-feira (05), 24h após o desaparecimento de Sophia, a Polícia Civil, junto com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, iniciaram as buscas pela menina na região do distrito de Roma, em Bananeiras. As forças de segurança usaram cães farejadores e drones durante todo o dia na tentativa de encontrá-la, mas não obtiveram êxito. 

Segundo dia – fake news, buscas no açude  e ajuda de vizinhos

O segundo dia de buscas foi marcado por fake news sobre o paradeiro de Sophia. Na quinta-feira (06), apesar do esforço concentrado das forças de segurança na região, espalhou-se a informação de que a menina tinha sido vista com um homem comendo pipoca em uma barraca, no distrito de Roma. 

Uma foto de uma menina na garupa de uma moto com características semelhantes às de Sophia foi compartilhada, mas após a polícia analisar a imagem, foi descartada a hipótese de que se tratava da garota desaparecida. Também circulou a informação de que a polícia estaria em busca de um corpo encontrado que poderia ser da menina, mas a polícia não confirmou. 

As buscas foram retomadas, desta vez, a ação contou com mais de 30 profissionais das forças de segurança e com o auxílio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, que passaram o dia inteiro procurando a menina dentro de um açude localizado próximo à casa onde a criança mora, um reservatório com mais de 20 metros de profundidade. Cães farejadores também tentaram rastrear o odor da menina na trilha onde ela costumava passar no caminho de casa.

Ainda na quinta-feira (06), vizinhos se reuniram na casa da família para tentar ajudar a encontrar a menina, mas não houve sucesso nas buscas. Familiares e testemunhas também prestaram depoimento à polícia, mas ninguém soube informar sobre o paradeiro de Sophia.

Terceiro dia – Bombeiros encerram buscas no açude e polícia faz perícia em casa de vizinho 

Na sexta-feira (07), o Corpo de Bombeiros encerrou as buscas por Sophia Gomes dos Santos no açude que fica nas proximidades da casa onde ela mora. A equipe descartou a possibilidade da criança ter se afogado no reservatório. Os mergulhadores fizeram uma busca minuciosa no açude atingindo toda a parte mais profunda do local e não encontraram nada que levasse a crer que a menina estivesse lá.

A Polícia Civil realizou uma perícia na casa do vizinho onde Sophia esteve antes de desparecer e também na residência da menina. As buscas continuaram nas áreas que envolvem todo o entorno do Distrito de Roma, em Bananeiras, onde Sophia desapareceu. Familiares e vizinhos da menina foram ouvidos, mas não houve suspeita da autoria do desaparecimento.

O terceiro dia de trabalho envolveu as Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Civil Municipal. Cães farejadores também foram usados nas ações de busca. 

Quarto dia de buscas

No sábado (08), quando completou quatro dias do desaparecimento de Sophia, a polícia aumentou o perímetro das buscas e expandiu para outras áreas mais afastadas da casa da criança. A menina não foi encontrada e o caso continuou sem respostas. 

Quinto dia: apoio da população nas buscas e drenagem de açude

O domingo (09) começou com a população empenhada nas buscas por Sophia. Mais de 70 pessoas se reuniram próximo a um posto de combustíveis no distrito de Roma e auxiliaram a polícia na busca pela garota. Com o maior número de voluntários, a polícia pôde ampliar a área de procura.

À tarde, o Corpo de Bombeiros deu início ao procedimento de estouro controlado do açude de pequeno porte no distrito de Roma, para saber se a menina  Sophia havia morrido afogada no local, na hipótese de que o corpo estivesse preso no fundo do manancial. 

O estouro do balde do açude foi autorizado pelo proprietário do local e o serviço foi feito pelo Corpo de Bombeiros com a ajuda de uma retroescavadeira. Apesar da nova estratégia, bem como o auxílio da população e ampliação da área de procura, nada foi encontrado.

Sexto dia de buscas 

Nesta segunda-feira (10), o sumiço de Ana Sophia completou seis dias. Um intensa força-tarefa foi montada para esgotar todas as chances da menina não ser encontrada. Equipes extras do Corpo de Bombeiros foram enviadas de João Pessoa ao distrito de Roma, em Bananeiras, para auxiliar nas buscas.  Mais 30 bombeiros foram para o município para reforçar a equipe que já está atuando. O efetivo utilizado para atuar no caso já chega a 60 pessoas. 

Além do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal estão envolvidos nas buscas. A força-tarefa também conta com o helicóptero Acauã, drones e cães farejadores. 

Uma escola municipal do distrito de Roma teve as aulas interrompidas pela prefeitura de Bananeiras para servir como base para a força-tarefa. A previsão é que as aulas retornem apenas na próxima segunda-feira, 17 de julho. 

Ainda nesta segunda-feira (10), o trabalho de esvaziamento do açude próximo à casa de Sophia foi concluído e os Bombeiros descartaram a possibilidade da menina ter morrido afogada no local. 

Desde o o sumiço de Ana Sophia, a Polícia Civil vem ouvindo pessoas para traçar uma linha de investigação. Inicialmente, trabalha-se descartando hipóteses e, por isso, as buscas passam pelo açude e imediações do distrito de Roma. A partir do auxílio de drones e do helicóptero Acauã, as forças de segurança ampliaram o campo de busca, mas até o momento não há informações sobre o paradeiro de Sophia. 

Informações

Quem tiver alguma informação sobre Ana Sophia Gomes dos Santos, deve ligar para o Disque Denúncia da Polícia Civil pelo número 197, ou para o Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca), no número 99110-6577.

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