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Réu confesso, acusado de matar Expedito Pereira diz que foi ameaçado e ordenado por sobrinho do ex-prefeito e que se arrepende: "não é fácil"

Em depoimento no júri popular, na tarde desta quinta-feira (7), no Tribunal do Júri de João Pessoa, Leon declarou que agiu por covardia e que se arrepende.

Perguntado se voltasse no tempo, teria desistido de cometer o crime, Leon chorou e relatou que sim. "Com certeza. Não é fácil, não." (Foto: Reprodução/Redes sociais/Edição ClickPB)

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Leon Nascimento dos Santos, que confessou ter assassinado a tiros Expedito Pereira, disse que foi ameaçado e ordenado pelo sobrinho do ex-prefeito, o Ricardinho, a executar o homicídio. Em depoimento no júri popular, na tarde desta quinta-feira (7), no Tribunal do Júri de João Pessoa, Leon declarou que agiu por covardia e que se arrepende. Perguntado se voltasse no tempo, teria desistido de cometer o crime, ele chorou e relatou que sim. "Com certeza. Não é fácil, não."

Expedito Pereira, ex-prefeito de Bayeux e ex-deputado estadual, foi assassinado em dezembro de 2020, no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Ele caminhava em uma calçada quando foi surpreendido pelo atirador, Leon. José Ricardo Alves, conhecido como Ricardinho, sobrinho de Expedito, é acusado de ser o mandate do crime, mas nega o envolvimento. Ele teria mandado matar o tio, segundo investição policial, após tomar posse de dinheiro do ex-prefeito da venda de um imóvel. Ele já teria experiência na gestão das finanças do tio.

Leon disse, ainda no depoimento em júri popular hoje, que conhecia "Drº Expedito desde a minha infância. Trabalhei como fiscal em outras eleições para ele. Sempre acompanhei. Eu tirei a vida desse homem íntegro, correto, que não me fez nenhum mal. Eu agi covardemente. É o único dever que devo é falar a verdade a esse plenário."

Leon explicou que teve contato com Ricardinho na clínica do Drº Expedito e que, depois, trabalharam juntos nas Eleições 2022.

Leon disse também que Ricardinho informou o horário e o local que Expedito Pereira iria passar até chegar no bar onde o sobrinho havia marcado um encontro com o tio para uma falsa conversa com um vereador que daria oportunidade de emprego à filha de Expedito.

Leon revelou, ainda, que Gean foi quem lhe deu a arma usada para matar Expedito Pereira. Leon contou que Ricardinho lhe levou a clube de tiro para treiná-lo para atirar. Após o assassinato de Expedito Pereira, Leon entregou a arma a Gean, segundo relato do próprio Leon.

Ao ClickPB, a defesa de Gean, advogado Daniel Alisson, informou que a versão de Leon contra Gean é "mentira. Sem prova e sem materialidade." Ricardinho negou ser o mandante do crime, no tribunal.

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