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ClickJus destaca a automação de tarefas e postos de trabalho na advocacia

Uma das preocupações que atingem diversificados setores da economia concomitantemente com o avanço das novas tecnologias é a diminuição de postos de trabalho.

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Retomando a série de oito colunas, às terças e quintas-feiras, com os artigos de opinião dos alunos que participaram do Módulo “Impacto das Novas Tecnologias no Processo Civil”, ministrado na UNIFOR entre 06 e 13 de novembro de 2018, versando, em geral, sobre os efeitos dessas transformações e o posicionamento dos profissionais do direito em tempos que desafiam a estrutura tradicional de entrega dos serviços jurídicos, o texto de hoje é de autoria do aluno Carlos Henrique Martins Ximenes Mota discutindo a relação entre automação de atividades e postos de trabalho.

Uma das preocupações que atingem diversificados setores da economia concomitantemente com o avanço das novas tecnologias é a diminuição de postos de trabalho em decorrência da automação de atividades repetitivas. Entretanto, esse temor precisa ser afastado diante de uma postura empreendedora, considerando que os avanços tecnológicos também proporcionam o surgimento de novas funções, inclusive no mercado de serviços jurídicos. 

Para tanto, é essencial que os profissionais desenvolvam as capacidades mais buscadas na atualidade, como, por exemplo, a resolução de problemas complexos, inteligência emocional, criatividade, escuta ativa, pensamento crítico e familiaridade com as tecnologias da informação e comunicação (TIC). Essas são habilidades essenciais para a adaptação dos profissionais jurídicos ao momento atual em que as novas tecnologias exigem o desenvolvimento de modelos de gestão ajustáveis e escaláveis.

Nesse contexto, inúmeras são as oportunidades para os profissionais do direito, como, por exemplo, “engenheiro do conhecimento jurídico” - organiza grandes quantidades de materiais e processos legais complexos, analisando o direito para transformá-lo em rotinas de trabalho padronizadas; “híbrido jurídico” - advogados multidisciplinares, com treinamento rigoroso e abrangente, indiscutivelmente especializados em suas disciplinas relacionadas; “gestor de riscos legais” –desenvolve uma gama sofisticada de processos, metodologias, técnicas ou sistemas para identificar, avaliar, quantificar, proteger, monitorar e controlar a multiplicidade de riscos, entre outras.

Enfim, esta é a ocasião adequada para perceber o agora com a observação do longo prazo, preocupando-se com a saúde estratégica das instituições em que os serviços jurídicos se desenvolvem, a fim de que relacionamentos duradouros sejam construídos, fornecendo pelo exemplo evidências de apoio à essas transformações, com abertura para discutir e implantar testes de novas ideias e soluções que colaborem com a efetivação de direitos e concretização do conteúdo de justiça.

Carlos Henrique Martins Ximenes Mota - Graduado em direito pela UNIFORe atualmente é aluno da Especialização de Direito e Novas Tecnologias na mesma instituição.

Wilson Sales Belchior - Graduado em direito pela UNIFOR, especialista em Processo Civil pela UECE, MBA em Gestão Empresarial e mestrando em Direito e Gestão de Conflitos na UNIFOR. Também possui curso de curta duração em resolução de conflitos na Columbia Law School, nos Estados Unidos. Na mesma instituição participou de série de pesquisa avançada. Palestrante, professor universitário em cursos de pós-graduação em diferentes estados e autor de diversos artigos e livros, publicados em revistas, jornais, portais de notícias e editoras de circulação nacional. Conselheiro Federal da OAB (2013-2015). Vice-presidente da Comissão Nacional de Advocacia Corporativa do Conselho Federal da OAB (2013-2015). Membro da Comissão Nacional de Sociedade de Advogados do Conselho Federal da OAB (2010-2012). Atualmente é membro da Coordenação de Inteligência Artificial do Conselho Federal da OAB.


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