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Anderson Silva defende irmãos Paul e dispara: “Foi um presente ter saído do UFC”

Ex-campeão dos médios do UFC chama de "carta de alforria" saída da organização. Ele encara Jake Paul no dia 29 de outubro em duelo de boxe que pode pagar maior bolsa de sua carreira.

Anderson Silva defende irmãos Paul e dispara: "Foi um presente ter saído do UFC"

Hoje com 47 anos, Anderson Silva tem experimentado a vida longe do MMA e do UFC ao iniciar uma empreitada tardia no boxe. Do mesmo modo, os valores de suas lutas são outros hoje, maiores. No dia 29 de outubro, o ex-campeão dos médios do Ultimate encara um duelo na nobre arte com o youtuber Jake Paul, o mesmo que já venceu nos ringues nomes do MMA como Tyron Woodley e Ben Askren. Anderson Silva saiu em defesa do movimento que os irmãos Jake e Logan Paul têm feito no esporte, principalmente com críticas aos pagamentos dos lutadores no UFC.

– As pessoas gostam muito de criticar quem está fazendo. Os moleques abriram um símbolo de interrogação muito grande sobre os esportes de combate, como boxe e MMA. E está abrindo a mente de muita gente, abrindo a cabeça de muita gente que está presa em contratos e situações. Por que não você ser dono do seu passe? Por que você não pode fazer o que quer e o que vai te fazer feliz? O que vai te trazer benefícios fora do meio que você está acostumado a estar. Os moleques estão fazendo o trabalho deles e fazendo um bom trabalho – disse Anderson Silva em entrevista exclusiva ao Combate.

O próprio Jake Paul em entrevistas recentes na promoção da luta com o brasileiro disse acreditar que Anderson Silva terá seu maior pagamento na carreira nesse próximo duelo. Spider recebeu no UFC 208, em 2017, quando venceu Derek Brunson, uma bolsa de US$ 820 mil, a maior de sua carreira – sem levar em conta participação no pay-per-view, como acontece com campeões. Como parâmetro, o ex-campeão meio-médio Tyron Woodley recebeu cerca de US$ 2 milhões na última luta com Jake Paul.

– É preciso que, antes de mais nada, as pessoas entendam como funciona a máquina. Aí, depois disso, os lutadores têm que ter a coragem de se unir e a capacidade de entender o valor deles dentro do mercado. E cada um deles fazer o seu melhor para que estejam unidos e briguem pelo que for melhor para eles. Não tem como um cara só brigar (…). (Às vezes) chega alguém e fala: “vem que vou te pagar 30 milhões; vem que vou te pagar 50 milhões; vem que vou te pagar cinco vezes mais do que você ganhou numa luta no UFC”. É muito fácil você falar isso quando não tem o contrato assinado, quando não tem alguém te representando. Não tem como chegar e falar: “ah, o UFC está fazendo isso… Na comunidade do MMA os promotores fazem tudo errado”. As pessoas precisam se unir, os atletas precisam se unir, os atletas precisam rever seus empresários, rever seu time de marketing, seu time de business, para chegar num consenso todos juntos e chegar no que querem. Não adianta ficar reclamando que o (boxeador) Tyson Fury fez não sei quantos bilhões e o peso-pesado do MMA não fez 1% ou 0,1%. Tem que brigar antes, tem que se preparar antes. A comunidade do MMA não se prepara para isso.

Anderson acredita que um divisor em sua carreira tenha sido a relação com a empresa de marketing esportivo do ex-jogador Ronaldo Fenômeno. E depois de tudo o que aprendeu ao longo da carreira, Anderson tem colocado em prática os aprendizados depois de ter “ganhado um presente” com o fim do contrato com o UFC.

– Estive muito tempo na mesma situação e demorou para as coisas acontecerem. E quando as coisas aconteceram, começaram lá atrás, quando tive a oportunidade de trabalhar com a Nine. As coisas foram mudando e comecei a entender o meu valor. E aí tive a oportunidade de sair do UFC, que foi um presente que ganhei ter saído do UFC, ter saído do contrato (…). Foi um grande aprendizado saber o que fazer e o que não fazer. O que tenho que fazer aqui? Agora sou dono do meu destino, a carta de alforria foi assinada, o que tenho que fazer agora? O que está errado e o que está certo? Como é a imagem do Anderson como marca? Como é a imagem do Anderson como atleta? Como é a imagem do Anderson fora das lutas? Vamos organizar isso. O que precisa? Preciso de pessoas certas e não pode ter medo, como aquelas coisas que têm muito com atletas de MMA e em outros esportes também: o cara não quer gastar para fazer a coisa certa e aí acaba gastando muito mais lá na frente. Consegui abrir minha mente para isso e tenho um time que é super profissional.

Depois da vitória citada acima de Anderson Silva contra Derek Brunson, o brasileiro perdeu três seguidas e pôs fim à relação com o UFC com o fim do contrato. No MMA, ele somou 34 vitórias, 11 derrotas e um “no contest”. Spider foi campeão peso-médio de outubro de 2006, quando nocauteou Rich Franklin, até julho de 2013, quando foi nocauteado por Chris Weidman. Após deixar o UFC, Anderson foi para o boxe e venceu Julio César Chávez Jr. e Tito Ortiz, além de fazer uma luta de exibição com Bruno Caveira.

Fonte: Combate.com

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