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Anderson Silva por Rodrigo Minotauro: “Ele me dizia em qual round ganharia a luta. E ganhava!”

Amigo e parceiro de treinos de Spider, Minotauro lembra da obstinação do Spider nos treinos e o compara a figuras lendárias como Mike Tyson, Ayrton Senna, Michael Jordan e Oscar Schmidt.

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Rodrigo Minotauro acompanhou como poucos a carreira de Anderson Silva. Foi ele quem não deixou o amigo se aposentar quando o Spider estava desiludido com a profissão. Com o apoio de Minotauro, ele seguiu lutando, chegou ao UFC e o resto desta história todo mundo conhece.

Perto de vê-lo fazendo a última luta de sua carreira, Minotauro relembrou, em entrevista ao Combate.com, a importância de Anderson no esporte e como se impressionou com ele em várias ocasiões.

- Anderson Silva pra mim é o maior ídolo do esporte e do UFC. Não só dos últimos tempos, mas de todos os tempos. A importância que ele teve para divulgar o esporte com golpes diferenciados. A gente pode ver aquele nocaute em cima do Vitor Belfort, aquilo que ele fez com Forrest Griffin, a luta com Chael Sonnen, como na primeira onde ele lutou com a costela quebrada e venceu. E uma coisa que o Anderson tinha era que ele me dizia em qual round ganharia a luta. Contra o Vitor, aluguei um carro em Vegas, peguei ele num shopping e fui levar ele pra luta. Ele falou: “Vou ganhar no primeiro round e vai ser assim, assim e assim”. Descreveu exatamente como aconteceria. Assim como ele descreveu como seria o golpe com o Chael Sonnen, que ganharia no quinto round e que era pra eu ficar tranquilo. Ele já me descreveu vários rounds em que ia ganhar — explica.

Minotauro destaca a relevância que Anderson Silva adquiriu para fora do meio da luta, tornando-se uma personalidade do esporte mundial, conhecido por públicos diversos em qualquer lugar do planeta, algo que compara ao pugilista Mike Tyson.

- Uma vez eu fui nas Maldivas, aí fui pra uma outra ilha, que era micro, aí um vendedor de côco olhou pra minha orelha e perguntou: “Você é lutador?”. Ele não me conhecia e falou: “Eu amo o Anderson Silva”. Perguntei se ele conhecia o Neymar, Romário e o Pelé, ele falou que não, mas conhecia o Anderson Silva. A forma como o Anderson Silva difundiu o esporte, acima de vários esportes, acho que ele ultrapassou o limite da luta. Ele virou uma personalidade do esporte. Assim como o Mike Tyson, foi o Anderson Silva. Posso falar isso não como amigo, mas visualizar uma pessoa que a gente tá andando na rua e um cara desce de um andaime pra tirar uma foto com ele no meio da rua. Como ele popularizou o esporte, mostrou a maestria, a beleza do esporte, foi diferenciado.

Minotauro ainda lembra a forma como acompanhou dois momentos cruciais da carreira de Anderson. Primeiro, a luta contra Chael Sonnen, em agosto de 2010, quando o brasileiro tirou um triângulo da cartola no quinto round, após ser dominado na maior parte da luta pelo rival falastrão. Depois, a derrota para Chris Weidman, em julho de 2013, duelo que tirou do Spider o cinturão peso-médio do UFC.

— Naquela luta com o Sonnen eu tinha confiança do que ele ia fazer porque ele me falou antes, mas na hora que ele fez a finalização no quinto round eu não vi porque estava de cabeça baixa rezando. Então quando a gente é próximo da pessoa, a gente está ali. Posso dizer isso nas vitórias e nas derrotas também. Quando ele lutou com o Chris Weidman ele não falou nada e nesse dia eu fiquei tenso, porque nesse dia ele não falou como seria a luta. Foi uma das únicas lutas na qual ele não falou comigo. A gente fazia camp junto, todo mundo fica tenso. Todo mundo que é próximo quer o melhor pro Anderson. É um cara que vai lutar com 45 anos praticamente. Ele segue lutando com caras mais jovens que ele e mostrando a técnica. Lutou com o Daniel Cormier, que era o campeão da categoria, perdeu, mas fez uma luta perigosa pra ele. Ele sempre enfrentou os melhores do esporte e tem um legado a ser deixado pra nova geração.


Fonte: Combate.com

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