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Após inatividade, Natália Silva mostra alívio com estreia no UFC: "Achei que poderia nem voltar"

Com seguidas lesões desde que assinou com o UFC em outubro de 2020, lutadora mineira só estreou no sábado, quando fez grande exibição em vitória contra Jasmine Jasudavicius nos moscas.

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Para quem olhava para o cartel de Natália Silva antes da estreia no UFC no último sábado poderia pensar que sua principal arma estaria no chão, no jiu-jítsu. Foram sete vitórias assim na carreira que contabilizava 12 triunfos até então. Mas durante os três rounds que fez contra a canadense e favorita Jasmine Jasudavicius em Austin, a lutadora de Pingo D’Água-MG mostrou uma trocação especial, principalmente na base do taekwondo. 

Após vencer por decisão unânime (30-26, 30-27, 30-27) em duelo do peso-mosca (até 57,2kg), Natália chegou a ser perguntada a respeito do tema por Daniel Cormier em cima do cage, mas não teve tempo de responder. Na coletiva, explicou que é oriunda mesmo da trocação, mas sem desperdiçar qualquer chance de finalizar suas rivais.

- Comecei no striker, sou uma atleta oriunda do taekwondo, sempre gostei da parte da trocação, porém, o MMA é isso, é você ver a oportunidade e finalizar a luta. Então, não é porque sou uma atleta que gosta de trocar que se ver o braço vou deixar de finalizar, ou se ver o pescoço vou deixar de finalizar. Aproveito muito a oportunidade - explicou ela.

Natália Silva assinou com o UFC ainda em outubro de 2020, mas uma série de lesões adiou bastante sua estreia, que só acontece no fim de semana. Depois de vencer na estreia da principal organização de MMA do mundo, ela contou como foi o sentimento e a importância dessa luta. Foram quase dois anos e meio desde a última luta até o compromisso em Austin.

- Sabia que cheguei aqui para mostrar quem é a Natália Silva, porque me preparei muito para isso. Lutei pelo título sem valer o cinturão, porque essa luta foi uma superação pessoal muito grande. Por um momento achei que poderia nem voltar ao octógono porque lesionei meu braço, depois lesionei de novo, depois lesionei o nariz, e quando você passa por esses momentos fica meio perdido, parece que é o fim. Mas estava muito consciente do que eu faria, então cheguei ali para buscar minha vitória, vim lutar aqui por um sonho, e a Jasmine era uma barreira que eu precisava vencer, e foi o que eu fiz. Disse que lutaria com todo o meu coração e foi isso que eu fiz, e é isso que sempre vou fazer, porque estou aqui por um motivo maior.

Apesar de não citar nomes para a próxima luta, a mineira de 25 anos - agora dona de um cartel com 13 vitórias, cinco derrotas e um empate – pediu logo uma rival do top 15. Depois do longo tempo inativa, ela tem sede de lutar e vencer.

- Cheguei para ser campeã e mostrei isso hoje. Foi minha primeira luta, tenho muito o que evoluir, sei que é uma categoria difícil, tem meninas muito duras, respeito todas elas porque sei que todas estão aqui por um sonho. Gostaria de enfrentar uma top 15 porque acredito no meu potencial, acredito que Deus me capacita. Estou aqui para trabalhar, fiquei dois anos sem lutar, então não quero perder tempo. Quero lutar e quero chegar ao título em breve.




Fonte: Combate.com

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