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Deiveson Figueiredo mira estilo paciente de Usman como exemplo, e promete guarda alta

Campeão peso-mosca, que defende cinturão em revanche com Brandon Moreno, no UFC 263, garante que terá a vontade de sempre para vencer mexicano: "Estou indo para nocauteá-lo".

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Quando Deiveson Figueiredo está em ação, uma coisa é certa: não tem luta morna. O brasileiro campeão peso-mosca (até 56kg) é sempre garantia de espetáculo. Mas ele admite que precisa mudar algumas coisas, principalmente para não ficar tão exposto diante de adversários perigosos do topo da categoria. Antes de defender seu cinturão pela terceira vez, em nova luta com Brandon Moreno, no dia 12 de junho, no UFC 263, Deiveson conversou com o podcast Mundo da Luta #139, e falou sobre esse estilo mais seguro.

- Sou um cara que treino muito a minha esquiva, mas te confesso que estou trabalhando com a guarda mais em cima. Estou usando um estilo Rampage Jackson, que esquivava bem fechadinho, bloqueando com os cotovelos. Mas não deixei de treinar minha esquiva, sou um cara que gosta de esquivar muito. Sempre baixo a guarda no calor da luta, mas quero ter um pouco mais de cautela. Tomei muitos jabs na primeira luta, e isso não quero deixar acontecer de novo. Já estudamos bastante ele, é um cara que é fácil de pegar, e a gente está treinando para matar esse cara. Quero colocá-lo para baixo e trabalhar bem legal meu jiu-jitsu nele.

Com 33 anos e um cartel de 20 vitórias e apenas uma derrota e um empate, Deiveson quer mudar um pouco estilo também para prolongar a carreira, e para isso tem mirado em outro campeão do UFC.- Quero ter esse tempo mais longo de carreira. Tenho observado muito os campeões. Um cara que observo muito é o Kamaru Usman, que é paciente, que joga ali no one/two, e está dando certo, está pegando os caras com mão pesadíssima. Quero isso para mim. Quero ser um pouco mais calmo, não quero avançar muito o sinal para querer matar no primeiro round. É ter paciência para chegar e nocautear (...). Se continuar só nessa guarda baixa, os caras vão estudar meu jogo e uma hora vão acabar me pegando. Quero adotar esse jogo de guarda um pouco mais em cima, esquivando mais, defendendo mais com as mãos.

Deiveson também não esconde a vontade que está em vencer o rival mexicano. Ele acredita que tenha vencido a primeira luta, em dezembro de 2020, mesmo tendo um ponto deduzido por um chute baixo ilegal. Ele lembra os momentos difíceis que teve antes do compromisso, o quarto naquele ano.

- Estou treinando para nocautear esse cara, para mostrar a ele e ao mundo que sou o verdadeiro dono do cinturão. Na primeira luta aceitei ciente de que estava bem, mesmo em cima da hora, mas tive uma infecção intestinal na sexta (véspera da luta). Bati o peso e, quando estava reidratando, não me senti bem e fui parar no hospital. Depois fui para o hotel e, quando deu 20h, piorou a situação, estava com muitos gases na minha barriga, e baixei no hospital. Saí de lá 4h, foi algo muito pesado, até lavagem em mim fizeram, as fezes estavam petrificadas dentro do meu organismo. 

Dormi por volta de 5h até às 9h, 10h. A gente sempre faz um aquecimento antes das lutas, e aqueci na raça. Mas falava para mim mesmo que não sairia dali sem lutar, estava ali para lutar e defender meu cinturão. Queria esse desafio, não sabia se voltaria para casa com meu cinturão ou sem ele, mas estava ali para lutar. Tenho consciência de que venci aquela luta, mesmo tirando aquele ponto meu, ganhei. Cometi alguns erros... Estava com tanta vontade de nocautear, que queria dar cotovelada na marra, e ele dando bodylock me abraçando, e não conseguia defender, estava muito fraco. Mas agora estou 100% treinado para esse cara, e ele pode ter certeza de que estou indo para nocauteá-lo.

Fonte: Combate.com

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