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Jéssica Bate-Estaca aposta no chão para bater Valentina: "É o ponto fraco dela"

Brasileira encara campeã do peso-mosca pelo cinturão no evento do próximo sábado, em Jacksonville (EUA), e comemora o retorno de arena com capacidade máxima de público.

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Esconder a estratégia não faz parte dos planos de Jéssica Bate-Estaca para a disputa de cinturão do peso-mosca (até 57kg) contra a campeã Valentina Shevchenko, marcada para o UFC 261, que será realizado no próximo sábado, em Jacksonville (EUA). A brasileira fala abertamente sobre o que pretende fazer no octógono e disse que sua compatriota Jennifer Maia mostrou o caminho para vencer a quirguistanesa quando elas se enfrentaram, em novembro do ano passado.

A ideia da brasileira ex-campeã do peso-palha (até 52kg) é impor seu jogo de quedas contra a detentora do cinturão, que tem o muay thai como base em suas lutas. E a brasileira acredita que é no chão onde Valentina mostra suas vulnerabilidades.

- Na luta contra a Jennifer, ela deixou claro isso: que se tiver uma queda boa e souber estabilizar no chão, não tem como dar errado. Estamos focando muito nisso. Acredito que os pontos fracos dela sejam essa questão da parte de chão. Eu falo que sou muito forte e, quando agarro na grade, sei o meu potencial. Sei o que posso fazer, as formas que posso "quedar", tenho quedas muito diferentes. Depois que você tira o adversário do chão não tem mais volta. Ele se perde, não sabe como vai cair. Isso eu consigo colocar bem durante a luta e é um dos pontos fracos dela. A gente analisa de acordo com a última luta do adversário. Acredito que o meu ponto forte seja o ponto fraco dela - analisou Jéssica, em entrevista ao "Esporte Espetacular".

Se o solo é o caminho da vitória, Jéssica não esquece que é na trocação onde o confronto pode ser decidido a favor da oponente e fez questão de elogiar o nível de Shevchenko em pé.

- A parte de trocação dela acredito que seja a parte mais assustadora porque ela tem golpes muito rápidos, o chute com a perna de trás é um chute que a gente não espera, porque é com a base trocada, então você não espera que venha um chute tão forte com aquela perna. Ela tem vários chutes rodados, chutes laterais, que são muito fortes. Acho que a parte mais forte dela é essa, de trocação. Mas por eu ser muito agressiva, que vai o tempo inteiro pra frente, que recebe pancadas, não sente e continua andando, acho que isso pode me ajudar. Tudo vai de acordo com a luta, a gente não pode antecipar porque nunca treinei com ela, nunca lutei, mas o que vejo que ela tem de assustador é a trocação, que é muito boa e tenho que tomar cuidado com isso.

Apesar da confiança, Bate-Estaca vê Valentina Shevchenko como a melhor adversária que terá enfrentado em sua carreira.

- De todas as mulheres que já lutei, acredito que a Valentina seja a maior dificuldade que eu vá ter na minha carreira de lutadora. Com certeza se eu vencer vai ser histórico. É a maior disputa da minha vida, maior adversária que já tive e com certeza a mais difícil de todas. Vou ter que dar meu sangue ali dentro para trazer essa vitória.

O UFC 261 vai marcar o retorno dos fãs ocupando a capacidade máxima da arena. Foram 15 mil ingressos vendidos rapidamente para o card de Jacksonville, e Jéssica mostrou empolgação por ter novamente o som dos torcedores durante o confronto.

- É muito diferente. O público traz uma emoção maior, uma gana maior para fazer mais coisas lá dentro. Quando você escuta o público vaiando, pensa: "Estou fazendo alguma coisa de errado". Quando você vê o público ovacionando, feliz, gritando, se emocionando, você fala: "Cara, a luta está sendo boa". É isso que a gente busca, essa emoção, essa força. Claro que depois de todas essas lutas sem público, poder escutar o córner de forma mais nítida, vai ser difícil voltar a ter essa percepção de focar só no mestre, na voz dele, e não me importar com gritos da arquibancada, vibração do público. Mas toda essa emoção será ótima, será maravilhoso poder subir na grade, com cinturão na mão - declarou.

Diante de Valentina Shevchenko, que tenta a sua quinta defesa de cinturão, o status de favorita fica com a campeã, mas nada que incomode a brasileira.

- Sempre que entro como zebra, consigo mostrar uma Jéssica diferente no octógono. Gosto de entrar como a zebra porque ninguém espera que o azarão vá chegar lá e fazer uma reviravolta. Eu sou dessas. Entro lá para rodar tudo, mexer com tudo. Então gosto muito de entrar como a zebra porque consigo mostrar e fazer coisas que ninguém está esperando. Não gosto muito de ser a favorita não, gosto de ser a zebra - concluiu.

Fonte: EsporteEspetacular

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