UFC

Valentina Shevchenko afasta lutas contra Jéssica e Amanda Nunes: "Focada na minha categoria"

Campeã do peso-mosca tem revanche contra primeira algoz da carreira, Liz Carmouche, marcada para este sábado no UFC Montevidéu, e promete criar "uma nova história".

Por

Na categoria do meio entre duas brasileiras campeãs do UFC, Valentina Shevchenko está no caminho de conquistas históricas para ambas. Jéssica Andrade, campeã do peso-palha (até 52,2kg), declarou recentemente que gostaria de subir para desafiar a quirguistanesa no peso-mosca (até 56,7kg) e conquistar seu segundo cinturão no Ultimate. Já Amanda Nunes venceu Shevchenko duas vezes no peso-galo (até 61,2kg), e poderia descer aos moscas para uma trilogia de olho num inédito título simultâneo em três divisões de peso diferentes.

Ambas vão ter que esperar. Valentina tem pela frente a americana Liz Carmouche neste sábado, na luta principal do UFC Montevidéu, no Uruguai. Seu foco permanece em defender o seu cinturão e em permanecer no peso-mosca.

- Há tantas opções agora. Posso enfrentar a Jéssica Andrade, ou posso enfrentar a Amanda Nunes, tantas lutas! Neste momento, estou focada na minha categoria, peso-mosca, porque eu estava lutando há muito tempo no peso-galo porque não havia outras opções, não tinha outras categorias. Toda vez é diferente quando você enfrenta alguém maior e mais pesada, você perde um pouco de vantagem na luta. Quando lutei no peso-galo, nunca cortei peso, mas mesmo assim me sentia forte, em boas condições, e lutei pelo cinturão. Quando o UFC criou o peso-mosca, fiquei muito feliz, e agora tenho essa oportunidade de performar e mostrar minha técnica e minha potência na minha categoria de peso natural - disse Shevchenko em entrevista ao Combate em Montevidéu.

E ela tem razão para focar no combate de sábado que vem. Além de Amanda Nunes, apenas uma outra mulher a venceu no MMA: Liz Carmouche, sua adversária em Montevidéu. A americana a derrotou em 2010, num evento regional em Oklahoma, nos EUA, quando ambas ainda davam seus primeiros passos na modalidade - era a oitava luta da quirguistanesa e a quinta da americana. Mesmo nove anos depois, Shevchenko ainda lembra do confronto, sua primeira derrota na carreira, com detalhes. E, pela sua descrição, foi um revés um tanto enganoso.

- Eu me lembro que aquela luta foi uma boa luta do meu lado. Eu estava vencendo a luta em pé no primeiro round, eu a derrubei e queria fazer uma chave de perna. Neste momento, acho que ela tentou uma pedalada, mas não foi algo a se preocupar porque não foi superforte, continuamos rolando no chão, eu tentava finalizá-la e ela resistia. Mas aí terminou o round e voltamos para o córner. Neste momento, os médicos vieram e viram sangue. Eu tinha visto sangue enquanto fazíamos a luta agarrada, mas não sabia de quem era. Achei que talvez fosse dela. Os médicos viram que o sangue era meu, havia um corte sobre a sobrancelha. Eles decidiram encerrar a luta, eu fui contra isso, queria continuar a luta, mas eles decidiram - contou Valentina.

Muito tempo se passou desde então, e ambas mudaram muito. A campeã do peso-mosca lembra também que as circunstâncias do mundo da luta eram bem diferentes, e jura que o resultado no sábado também será.

- Naquela época, não era como agora. (Hoje) Você tem tempo para estudar sua adversária, ir no Google e ver suas lutas. Naquela época, era uma semana de sobreaviso: "Você quer fazer esta luta?" Sim, por que não? Você nunca perguntava quem era sua adversária, só a encontrava do outro lado do cage, era isso. (...) OK, foi há dez anos, e tenho uma oportunidade de criar uma nova história. Eu com certeza vou fazer isso, uma nova história para minha carreira, uma nova vitória para meu cartel, e meu objetivo é manter meu cinturão por um longo tempo.

Apesar de nascida no Quirguistão, país da Ásia Central que integrou a antiga União Soviética, Valentina Shevchenko tem uma longa relação com a América do Sul, o que influenciou na sua escolha para fazer a luta principal do UFC Montevidéu. Ainda adolescente, ela se mudou com os pais e sua irmã Antonina para o Peru, onde residiu por quase uma década. Por isso, lutar no Uruguai traz um sentimento especial.

- Nós moramos por oito anos no Peru, na América do Sul, e é claro que viajamos muito durante esses oito anos. Visitamos muitos países na América do Sul: Argentina, Brasil, Colômbia, Equador... Posso dizer que uma parte enorme da minha vida é na América do Sul, isso mexe com meu lado emocional, e estou muito feliz que esta luta vai acontecer aqui no Uruguai, a primeira luta do UFC aqui na história, e tenho a oportunidade de fazer a luta principal - comentou.

UFC Montevidéu
10 de agosto, no Uruguai
CARD PRINCIPAL (21h, horário de Brasília):       
Peso-mosca: Valentina Shevchenko x Liz Carmouche
Peso-meio-médio: Vicente Luque x Mike Perry
Peso-pena: Luiz Eduardo Garagorri x Humberto Bandenay
Peso-meio-pesado: Volkan Oezdemir x Ilir Latifi
Peso-médio: Rodolfo Vieira x Oskar Piechota
Peso-pena: Enrique Barzola x Bobby Mofett
CARD PRELIMINAR (18h, horário de Brasília):            
Peso-meio-médio: Gilbert Durinho x Alexey Kunchenko
Peso-pesado: Ciryl Gané x Raphael Bebezão
Peso-palha: Tecia Torres x Marina Rodriguez
Peso-mosca: Rogério Bontorin x Raulian Paiva
Peso-galo: Geraldo de Freitas x Chris Gutierrez
Peso-leve: Rodrigo Kazula x Alex Leko
Peso-mosca: Veronica Macedo x Polyana Viana



Fonte: Combate.com

Comentários (0)

Comentar

Destaques

ver blog →

Borrachinha cita lesões em ‘camp selvagem’ para vencer Romero e crava: ‘Sou o próximo desafiante’

Em acidente durante gravação, Ronda Rousey quase perde o dedo: ‘Foi bizarro’

Johnny Walker fará camp na Rússia, analisa Corey e garante: "Tempo de Jones está acabando"

Miocic nocauteia Cormier e recupera título peso-pesado no UFC 241