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Às vésperas de defesa de título no UFC, Amanda Nunes admite: "Já fiz tudo o que queria no esporte"

Lutadora defende cinturão peso-pena no UFC 259, no sábado, diante de Megan Anderson, e quer defender título dos galos ainda em 2021: "Já deu uma movimentada com Peña e Kunitskaya".

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Aos 32 anos e dona de recordes no MMA, Amanda Nunes vai tentar no próximo sábado acrescentar um novo capítulo vitorioso em sua história. Atual campeã peso-galo (até...) e peso-pena (até...) do UFC, a lutadora baiana vai defender o cinturão da categoria mais pesada em luta diante da australiana Megan Anderson, na co-luta principal do UFC 259, em Las Vegas. Em conversa nesta semana com a reportagem do Combate, a “Leoa” falou o que tem em mente agora quando entra no cage, além da vitória.

- Já fiz tudo o que queria no esporte. Sou muito grata à vida, ao criador do Céu e da Terra, que me deu essa oportunidade de viver tudo isso. Daqui para frente é mais para ter fotos, memórias com a minha filha e, de alguma forma, ajudar, é como sempre falo: vou subir ali e mostrar a todo mundo que, apesar de ser gay, posso ter uma filha, entendeu? Posso ter uma filha, posso passar o amor, que é o mais importante, posso ter uma família independente se é mulher com mulher, homem com homem, homem com mulher. Esse é um momento muito importante que vou ter minha família dividindo isso.

Amanda Nunes e a companheira e lutadora Nina Ansaroff são mães da pequena Raegan, de cinco meses. No sábado, no UFC Apex, a expectativa é que a filha ganhe seus primeiros registros no octógono.

- Agora é questão de memórias, né? Quero ter essa memória para levar, para ter com ela. Se rolar - não sei como está o lance da Covid-19 - de levá-la no cage e tirar umas fotos seria muito especial também, depois da luta. Já estou contando depois da luta porque sei que vou sair de lá com a vitória. São momentos que quero mostrar para ela quando crescer.

A Leoa não sabe o que é perder desde setembro de 2014. De lá para cá são 11 vitórias seguidas, oito delas em combates com cinturão em jogo. Com cartel mais modesto, com 10 vitórias e quatro derrotas, Megan Anderson soma no UFC vitórias contra Cat Zingano, Zarah Fairn e Norma Dumont. E perdeu para Holly Holm e Felicia Spencer, duas adversárias que Amanda já venceu.

- No MMA tudo pode acontecer. Conectar um golpe ou alguma coisa é capaz de ser nocauteado ou finalizado. Acho que a Megan é uma atleta perigosíssima, não tenho nem como falar que vai ser de boa essa luta. Não existe. Ela é perigosa sim, está vindo de duas vitórias também, e sem nada a perder. Ela está querendo o que é meu e tenho que ficar bem atenta com isso tudo. Ela é uma atleta muito alta também e sabe usar a envergadura muito bem, tenho que tomar muito cuidado e fazer as escolhas certas no momento certo da luta para não dar nada errado.

Ao mesmo tempo em que vai defender pela segunda vez o cinturão dos penas, Amanda está de olho na categoria peso-galo. Ela acredita que vitórias recentes de Julianna Peña e Yana Kunitskaya mexeram na categoria, e podem fazer surgir novas adversárias. A Leoa pretende defender o cinturão ainda nesse ano.

- Estou acompanhando sim (a divisão peso-galo) e penso em defender (o cinturão). Não sei como é que está o meu corpo para descer, vamos ver e sofrer um pouquinho para descer, mas penso sim em defender pelo menos mais uma vez a categoria de baixo. Já deu uma movimentada com a Peña e com a Kunitskaya. Está aparecendo nomes novos, e vamos ver o que o UFC vai fazer. Já agora a Peña com a Holly (Holm), e vamos ver o que vão fazer com a Kunitskaya. Provavelmente, o que estou vendo é que a Germaine está sobrando, e na certa eles vão casar essa luta. Olho para a categoria e sei o que pode acontecer. Acho que pode dar uma misturada bem legal se, por exemplo, a Peña ou Kunitskaya ganharem. Ficam só Holly e Germaine, e quando tinha a Valentina era Holly, Germaine e Valentina, era só isso. Vamos ver agora aí se dá uma mexida. Estou muito animada para essas lutas.

E não é só luta que deve vir por aí no futuro. Amanda e Nina querem em breve dar uma irmãzinha a Raegan. E já tem até nome. Mas Nina, aliás, tem luta marcada para 10 de abril contra Mackenzie Dern. Tudo isso fica para depois da luta, e a depender do que Nina vai pensar de sua carreira.

- Acho que a gente vai continuar a frota aí de filho (risos). Tem a Reagan, e daqui a pouco está chegado a Teagan. Nina sempre fala que tudo é depois da luta dela. Tudo vai ser depois da próxima luta dela. Nina ainda não se encontrou, isso é normal e acontece com vários atletas, até você se encontrar no cage demora um tempo. Tem gente que leva anos para se encontrar ali. Mas acredito muito em Nina, acredito que ela tem uma grande chance de sair vitoriosa dessa luta, e aí vai depender dela. Mas com certeza a gente já está com plano para os babies.

Fonte: Combate.com

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