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Viviane Araújo dedica vitória no UFC à avó vítima da Covid-19: "Fiquei muito emocionada"

Lutadora brasileira diz que família sentiu bastante a perda e que triunfo sobre Montana de la Rosa no evento se sábado em Las Vegas foi um alívio.

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A lutadora brasileira Viviane Araújo reencontrou o caminho das vitórias no último sábado, ao superar a americana Montana de la Rosa por decisão unânime no "UFC: Overeem x Sakai", em Las Vegas. Tão importante quanto vencer para a peso-mosca brasiliense foi homenagear sua falecida avó Lúcia, que faleceu este ano, aos 79 anos. Lúcia estava com doença de Chagas e morreu após contrair Covid-19.

- Minha avó é uma pessoa muito especial na minha vida. Na minha infância e na minha adolescência ela participou bastante, foi muito presente. Na fase adulta, como eu me mudei para mais perto do treino, eu fiquei um pouco mais longe dela. Mas sempre ia visitar. Ela já estava com essa doença de Chagas, estava bem debilitada, contraiu o Covid e complicou ainda mais. A família sentiu bastante a perda dela. Mas está todo mundo forte agora, consegui esta vitória e dedicar a ela. Fiquei muito feliz e emocionada com isso. Foi um ano bem difícil para a gente, mas consegui sair com essa vitória. Dá um ânimo a mais, uma respirada, um alívio - contou Vivi por telefone ao Combate.com.

Araújo estava extra motivada para a luta contra De la Rosa e sua preparação ficou clara no octógono. Ela dominou a americana na trocação; os estragos no rosto de Montana mostravam o quão certeiros e potentes eram seus golpes. A torcida esperava o nocaute, mas Vivi não quis se arriscar demais.

- Eu já sabia que ela era uma atleta muito dura e que não desiste. Eu não fiquei frustrada porque meu córner estava me segurando muito ali para eu não ir desesperada querendo nocautear, com muita gana, pois poderia abrir brechas para ela grudar ou entrar um golpe forte. O objetivo desta luta era frustrar ela e conseguir a vitória, então saí muito feliz com esta luta.

Oitava colocada do ranking peso-mosca feminino do UFC, Viviane deve ter outra adversária bem posicionada para seu próximo combate. Mas ela mantém o discurso de não escolher um nome. Apesar de uma campanha de seus fãs para que enfrente Joanne Calderwood, que a substituiu num duelo contra Jennifer Maia em agosto e acabou derrotada, a brasileira prefere deixar a decisão totalmente a cargo do UFC.

- Está todo mundo nas redes sociais marcando um futuro confronto com a JoJo. É um confronto interessante que eu quero também, mas eu prefiro não escolher, prefiro que o UFC escolha e me mande. Qualquer adversária, eu vou estar preparada para enfrentar. Eu quero estar ativa na organização, mostrar meu trabalho e, por merecimento, ir ganhando espaço na categoria - disse Araújo.


Fonte: Combate.com

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