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17 detidos

Ativistas jogam tinta preta na entrada do Palácio do Planalto em referência a manchas de óleo

Greenpeace também simulou queimadas na Amazônia. Governo fala em 'depredação do patrimônio público'.

Protesto ocorreu na manhã desta quarta-feira (Foto: Carolina Cruz/G1)

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Ativistas ambientais do Greenpeace jogaram tinta preta na entrada do Palácio do Planalto, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (23). O ato simula as manchas de óleo que, desde setembro, atingem o litoral nordestino.

Por volta das 10h30, 17 manifestantes foram detidos. O grupo foi levado para delegacia após o DF Legal – órgão de fiscalização do governo local – notificar os organizadores por descarte irregular de lixo em área pública.

Vestido de preto, o grupo levantou faixas com críticas à "lentidão" do governo federal para conter as manchas nas praias. Os manifestantes posicionaram barris em frente à sede da Presidência da República – simulando recipientes de petróleo – e espalharam areia sobre uma lona azul, para representar o mar. Em seguida, despejaram um líquido preto, mistura de óleo e tinta.

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente disse ao G1 que houve "depredação do patrimônio público". A Presidência da República afirmou que não vai comentar o ato.
O protesto
Cerca de 20 pessoas participaram da manifestação organizada pelo Greenpeace. O porta-voz de clima e energia da ONG, Tiago Almeida, afirma que o objetivo é "chamar a atenção das autoridades e da população para a importância da gestão responsável dos recursos ambientais".

"O governo precisa colocar em prática, de maneira efetiva e correta, o Plano Nacional de Contingência, combater esse óleo e proteger as populações que estão sendo afetadas", disse. "As pessoas estão colocando a própria saúde em risco."

"Precisamos encontrar o local de origem desse óleo e entender o que está acontecendo."
O grupo chegou por volta das 8h e montou um telão próximo à Praça dos Três Poderes. Eles aguardaram o hasteamento da bandeira, que ocorre todos os dias em frente à sede do governo, para posicionar as instalações visuais.
No local, imagens retrataram o desmatamento e as queimadas que atingem a Amazônia. As fotos alternavam com frases como "Brasil manchado de óleo" e "Pátria queimada Brasil".

Queimadas
Os manifestantes também empilharam galhos de árvores que restaram de incêndios ocorridos na Amazônia Legal. Os troncos foram amarrados nas cercas do Palácio do Planalto.

Seguranças da Presidência tentaram impedir a instalação, mas não conseguiram.

Multa
Após o ato, a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística foi chamada para medir o espaço ocupado pela instalação montada pelos ativistas. Ao G1, a equipe técnica do DF Legal informou que o Greenpeace devem responder por "descarte irregular de resíduo em área pública".

A medição preliminar indicou que a instalação montada nesta quarta (22) pelos ativistas ocupou 4,30 metros quadrados. O valor a ser cobrado ainda será calculado e deve levar em conta o volume e o tipo de lixo.

Além de madeira e a mistura de tinta com óleo, barris de plástico, areia, faixas e lonas foram deixados no local.

O que diz o governo
Em nota, o Ministério do Meio Ambiente não respondeu se pretende receber os manifestantes e nem como fará para limpar o local. O comunicado enviado pela pasta diz, no entanto, que houve "depredação do patrimônio".

“Não bastasse não ajudar no esforço de limpeza das praias, o Greenpeace ainda depreda patrimônio público.”
A reportagem também entrou em contato com a Presidência da República. A Secretaria de Comunicação disse que o Palácio do Planalto não irá comentar o ato.


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