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Pandemia

Brasil ultrapassa 173 mil mortes pela Covid-19, mostra consórcio de imprensa

Aos domingos, segundas-feiras e feriados os números da pandemia costumam ser menores por causa de atrasos de notificação das secretarias de saúde.

Norte e Sul são as regiões que apresentam crescimento da média móvel de mortes. Nordeste e Sudeste estão em situação de estabilidade e o Centro-Oeste em queda. (Foto: Reprodução)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — O Brasil chegou a 173.165 mortes pela Covid-19, com os 317 óbitos registrados nesta segunda-feira (30). Também foram registrados 22.622 novos casos, o que elevou o total para 6.336.278.

Aos domingos, segundas-feiras e feriados os números da pandemia costumam ser menores por causa de atrasos de notificação das secretarias de saúde.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Norte e Sul são as regiões que apresentam crescimento da média móvel de mortes. Nordeste e Sudeste estão em situação de estabilidade e o Centro-Oeste em queda.

O jornal Folha de S.Paulo também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 518, aumento de 6% em relação a 14 dias atrás, o que representa um cenário de estabilidade de mortes. Nas últimas semanas, o país variou entre situações de queda da média, chegando a uma estabilidade posterior e, recentemente, passando a apresentar crescimentos.

A média recente, porém, foi afetada por um apagão de dados de alguns estados. De toda forma, dados do país e especialistas que os acompanham têm apontado tendências de aumento de casos de Covid-19, o que normalmente precede o crescimento das mortes pela doença.

O Brasil tem uma taxa de 82,7 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos (267.792), e o Reino Unido (58.545), ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 82 e 88,1 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O Brasil havia ultrapassado a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (92), país com 55.576 óbitos pela doença. Contudo, com a segunda onda que assola a Europa, a Itália voltou a passar o Brasil.

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos e já contabiliza 105.655 óbitos, tem 83,7 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na América do Sul, chama a atenção também o número de mortos por 100 mil habitantes do Peru: 112,3. O país tem 35.923 óbitos pela Covid-19.

A Índia é o terceiro país, atrás apenas de EUA e Brasil, com maior número de mortes pela Covid-19, com 137.139 óbitos. Lá, devido ao tamanho da população, a taxa proporcional é de 10,1 óbitos por 100 mil habitantes.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena rígida de início, o índice é de 86,5 mortes por 100 mil habitantes (38.473 óbitos).

Já segundo o boletim do Ministério da Saúde desta segunda, o Brasil registrou 287 novas mortes em decorrência de infecção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. O país agora chega a um total de 173.120 óbitos desde o início da pandemia.

O boletim também mostra que 21.138 pessoas foram infectadas no período. O total de casos confirmados da Covid-19 agora chega a 6.335.878.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

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