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Ciro diz que Lula insiste em 'farsa' de candidatura e tenta enganar o 'povo'

Ciro foi ministro da Integração Nacional no primeiro mandato de Lula e na eleição do ano passado chegou a ser procurado pelo ex-presidente para que aceitasse, inicialmente, ser seu vice. Depois, o cabeça da chapa presidencial

"É a loucura que está acontecendo no Brasil. Vejo basicamente que a história se repete como farsa, e se houver repetição de novo, será como tragédia", diz Ciro (Foto: Reprodução)

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SÃO PAULO - O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), afirmou nesta segunda-feira, em entrevista exclusiva ao GLOBO, que o ex-presidente Lula demonstrou não ter tirado lições do período que passou na cadeia, onde ficou 580 dias: "Ele não aprendeu rigorosamente nada (na cadeia) ao se colocar como candidato sem poder ser". 

Para Ciro, o petista estaria tentando enganar o povo "com a presunção de que o povo é ignorante, é idiota" e a "farsa de 2018", quando Lula lançou candidatura mesmo barrado pela Lei da Ficha Limpa, está se repetindo e, agora, será uma "tragédia".

Ciro foi ministro da Integração Nacional no primeiro mandato de Lula e na eleição do ano passado chegou a ser procurado pelo ex-presidente para que aceitasse, inicialmente, ser seu vice. Depois, o cabeça da chapa presidencial. 

O pedetista se recusou a conversar com Lula. Depois de ficar em terceiro lugar na disputa presidencial, viajou para o exterior e não subiu no palanque de Fernando Haddad, substituto do PT para o líder encarcerado. Confira os principais trechos da entrevista:

Como o senhor viu a soltura do Lula?

Ao lado do judicial e do políticio, você tem um lado humano. Quem comemora que um cidadão esteja preso? O cara saiu da cadeia, acho que é hora dele. Eu não sei se eu aguentaria ficar preso, embora eu me comporte. É um negócio de maluco. O (Nelson) Mandela foi preso por luta armada contra o apartheid (regime de segressão racial da África do Sul), o Lula foi preso por corrupção, condenado por corrupção passiva. Você pode até discutir, como eu já falei um milhão de vezes, o devido processo legal. Eu não acho que ele tenha tido o direito (a julgamento justo), agora que ele seja inocente, estou cansado de saber que ele nunca foi, (vi isso) de perto, testemunhadamente. Achei melhor ficar calado, deixar acontecer para ver.

E depois dos discursos já fora da cadeia, o que senhor avalia?

É a loucura que está acontecendo no Brasil. Vejo basicamente que a história se repete como farsa, e se houver repetição de novo, será como tragédia. É isso que está contecendo neste momento. O Lula não saiu da cadeia inocente, nem inocentado pelos tribunais como eles estão, de novo, enganando e explorando a boa fé da população brasileira. O Lula foi devolvido às ruas porque está pendente um conjunto de recrusos. Ele tem direito de aguardar em liberdade como qualquer outro cidadão. Aí o Lula sai imediatemnte demonstrando que não aprendeu rigorsamente nada, sai o mesmo: candidato sem poder ser. Já foi assim em 2018. E deu-se a farsa do Haddad, que se submeteu a uma fraude. Eles diziam que eleição sem Lula era fraude, depois já não era mais fraude. O que eles dizem de manhã não serve para de tarde. Sempre com a presunção de que o povo é ignorante, que o povo é idiota, que cabe manipular, mentir, enganar porque o que importa é o projeto de poder. Agora, vai se repetir como tragédia, se persistir nesse caminho.

Para o Bolsonaro e seus apoiadores é positiva a soltura do Lula?

É tudo que o bolsonarismo, empurrado para o gueto de onde nunca deveria ter saído, está ardorosamente comemorando.

E a decisão em si do Supremo de rever a prisão em segunda instância?

Desde o episódio da judicialização do caso Lula todo cidadão tem um sentimento de justiça. E o que faz nossa mais Alta Corte, perante esse sentimento de justiça? Por 6 votos a 5 diz que a prisão em segunda instância vale. Um ano depois, sem nenhuma inovação ou mudança institucional, pelos mesmos 6 a 5, vai na direção contrária. Isso na cabeça do povo é absolutamente deletério em matéria de confiança, porque, quem gosta do Lula, vai sempre acusar o Supremo de ter feito política ao sancionar uma prisão precoce do Lula naquela data.

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